8 filmes que todo estudante de Jornalismo deveria assistir

Nem todo estudante de Jornalismo é fã de cinema, e nem precisa ser. Mas na sétima arte estão alguns dos melhores e mais polêmicos casos de jornalismo da História. Reais ou fictícios, dá para aprender muito com eles e discutir aspectos importantes da profissão, como ética, transparência, relacionamento com as fontes e o público e o papel da imprensa.

Não, esta lista não contém “Todos os Homens do Presidente” – até porque eu nunca vi. Assim como nunca assisti a outros clássicos filmes que discutem os vários aspectos do jornalismo. Mas uma coisa é fato: a vida de repórter continua gerando ótimas “pautas” para o cinema. Isso porque é uma existência cheia de emoções, boas e ruins. E esse é o lado legal de ser jornalista: você pode ganhar pouco, ser viciado em café, se alimentar mal e não ter tempo para nada, mas terá uma infinidade de histórias para contar.

Estes são alguns dos melhores filmes que falam desse ser complicado e dessa profissão tão gratificante e tão ingrata ao mesmo tempo.

O Informante (1999)
Sou suspeita pra falar de Al Pacino, mas este é realmente um de seus grandes filmes – e, provavelmente, seu mais recente trabalho realmente bom. Não porque seu desempenho tenha caído (impossível!), mas pela má escolha de seus mais recentes trabalhos, muito mal dirigidos. Neste filme de Michael Mann, porém, ele faz um produtor do tradicional programa jornalístico 60 Minutes que encontra no personagem de Russell Crowe uma ótima fonte da indústria do tabaco. Baseado em fatos reais, vale como uma aula sobre o tema “cutucando a fera com vara curta”, ou seja, a abordagem de temas potencialmente perigosos.

Intrigas de Estado (2009)
Dessa vez, o jornalista é Russell Crowe. Ele investiga uma rede de conspiração que o leva até seu colega de faculdade e atual senador Stephen Collins (Ben Affleck). Della (Rachel McAdams), novata na profissão, o acompanha na investigação, que se torna perigosa e envolve muitos interesses. Jornalismo investigativo em sua melhor forma: intrigante.

Zodíaco (2007)
Também baseado em fatos reais, o filme conta a história do assassino cujo codinome espalhou o caos à região da baía de San Francisco nos anos 60 e estampou a primeira página do San Francisco Chronicle. O assassino em série mandava cartas criptografadas ao jornal, exigindo que fossem publicadas – as pessoas, obcecadas, tentavam quebrar o código, na esperança que revelasse a identidade do bandido ou quem seria a próxima vítima. Grande parte da ação se passa na redação do jornal, com foco no repórter vivido por Robert Downey Jr. e no cartunista de Jake Gyllenhaal, que mais tarde lançou um livro sobre o tema (que, aliás, gerou o filme), dizendo ter decifrado quem era o criminoso.

Boa Noite e Boa Sorte (2007)
Edward R. Murrow era um âncora de TV no auge da Guerra Fria. Em plenos anos 50, o jornalista desafia o então senador Joseph McCarthy e sua “caça às bruxas”, ou seja, a busca desenfreada por comunistas na América capitalista. Murrow insistia em mostrar os dois lados da história, mas acabou por tornar-se alvo do senador. McCarthy eventualmente caiu, provando que, num mundo ideal, a liberdade de imprensa deve sempre prevalecer. Ótimo trabalho do diretor George Clooney.

Quase Famosos (2000)
O que eu não daria para ser repórter da Rolling Stone aos 15! Essa é a história de William que, em plenos anos 70, viaja o país acompanhando uma banda de rock. O filme nem é tanto sobre o jornalismo, mas sim sobre a curtição do adolescente e a música (riquíssima) naquela época. É dos tempos em que o Cameron Crowe ainda fazia bons filmes.

Frost/Nixon (2008)

O drama relata o período de produção de uma das entrevistas mais marcantes do ex-presidente americano Richard Nixon (Frank Langella), concedida ao apresentador britânico David Frost (Michael Sheen), que, à época, tinha pouca ou nenhuma reputação. Excelente edição e roteiro bem desenvolvido por Peter Morgan, com base em sua peça.

O Preço de uma Verdade (2003)

Stephen Glass (Hayden Christensen) é um jovem jornalista da renomada revista New Republic. Ele está em plena ascensão na carreira quando começam a ser levantadas questões sobre a veracidade de um de seus artigos. É uma boa reflexão sobre se ater aos fatos – mesmo que eles não sejam lá tão interessantes ou rendam uma manchete.

Íntimo e Pessoal (1996)

O sonho de toda jornalista é encontrar um amor que entenda as suas ausências (e quem melhor pra isso que outro jornalista?) e, de quebra, se pareça com Robert Redford. Esta é a história de Jessica Savitch, a primeira mulher a se tornar âncora de telejornal nos Estados Unidos. Ela acaba se apaixonando por seu mentor, e eles vivem uma intensa história de amor. Esse é o lado bonitinho e doce da vida corrida de uma redação.

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Top 15: Filmes Românticos

Eu não estou particularmente romântica este ano, mas o Dia dos Namorados está chegando e é inevitável recordar os melhores filmes do gênero – especialmente quando nós, do Cinema de Buteco, estamos fazendo um especial tão supimpa!

Como toda mulher, não resisto uma boa comédia romântica água com açúcar, mas sempre tive uma quedinha pelos filmes mais realistas (como Namorados Para Sempre, que vergonhosamente só estreia essa semana no Brasil), pois mostram a realidade cruel dos relacionamentos. Esse gosto “eclético” se reflete na lista abaixo:

– Encontros e Desencontros: Há pouco amor em Encontros e Desencontros. Mesmo assim, Sofia Coppola consegue costurar uma história teoricamente “parada” em cenas memoráveis e diálogos interessantes. Difícil mesmo é não ter vontade de conhecer Tóquio após assistir o filme.

– Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças: Em meu filme preferido de todos os tempos, Jim Carrey é Joel, um homem que sofre com o fim de seu relacionamento com Clementine (Kate Winslet). Após descobrir que a ex-namorada o apagou da memória com uma revolucionária técnica médica, ele decide fazer o mesmo. É através de suas memórias que descobrimos como Joel e Clementine se conheceram, como se amaram, como passaram a se odiar. Apesar de ser ficção, “Brilho Eterno” pinta uma imagem realista dos relacionamentos, que podem ou não durar para sempre.

– Juno: Ellen Page e Michael Cera vivem um romance nada convencional, em meio à gravidez precoce, famílias loucas e uma trilha sonora cativante. A química dos desajeitados protagonistas e a ótima presença dos coadjuvantes faz com que Juno passe voando. Uma pena.

– Shakespeare Apaixonado: Pode até ser fixação de adolescente – tinha 12 anos quando o filme saiu – mas não só fiquei encantada com Joseph Fiennes, como gravei (lembra do VHS?) e assisti muitas, muitas vezes. Um romance de época divertido e que traz, de quebra, Colin Firth e Ben Affleck. Pra mim, está de bom tamanho.

– Harry e Sally – Feitos Um Para o Outro: Este roteiro de Nora Ephron é, sem dúvidas, um delicioso bate-papo sobre relacionamentos, amadurecimento, amizade e felicidade. Harry e Sally, amigos, demoram a reparar que são perfeitos juntos. Diferentemente da maioria dos casais que vemos no cinema, eles são racionais, cheios de defeitos e carregam consigo uma bagagem emocional de anos de relacionamentos fracassados. Talvez seja essa pitada de realismo que faz desta uma comédia deliciosa.

– Closer – Perto Demais: Foi o primeiro filme que vi que tratava o amor como algo quase sujo, cruel. A imprevisibilidade dá o tom, e você não se sente obrigado a torcer por casal algum, simplesmente porque os personagens são pessoas falhas, imperfeitas e não tentam te cativar. A dureza do filme é, por vezes, difícil de assistir, principalmente considerando que está tão próximo da realidade quanto da ficção.

– Hora de Voltar: O filme que me apresentou The Shins não poderia ficar de fora da lista. Não se trata especificamente de um filme de amor, mas sobre família, amigos e jamais esquecer as raízes. Um drama delicioso e que, ironicamente, traz Natalie Portman em um dos papeis mais divertidos de sua carreira. Quem diria que Zach Braff se sairia tão bem na direção?

– O Amor Não Tira Férias: Quantas comédias românticas têm uma protagonista do naipe de Kate Winslet e, no comando, a aclamada Nancy Meyers? O equilíbrio entre duas tramas paralelas é um ótimo trunfo do filme, que propõe uma verdadeira reflexão sobre mudanças e relacionamentos. Para completar, a trilha ficou a cargo do mestre Hans Zimmer.

– Mens@gem Pra Você: Meg Ryan e Tom Hanks vivem concorrentes nos negócios que, sem saber, se tornam amigos virtuais. Com Nova York como plano de fundo, esta é uma deliciosa comédia romântica da renomada diretora Nora Ephron. Os protagonistas repetem a química vista em “Sintonia de Amor”, da mesma diretora.

– 500 Dias Com Ela: Poucos jovens atores são tão adoravelmente talentosos quanto Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt. Eles protagonizam uma história de amor espontânea e imprevisível que te faz torcer pelo final feliz, mas sem saber o que esperar. Junte a isso uma deliciosa trilha, e não há como não se apaixonar por 500 Dias Com Ela.

– Como Perder Um Homem em 10 Dias: A química inquestionável entre Matthew McConaughey e Kate Hudson faz desta comédia diversão garantida. Brincando com relacionamentos, é impossível não dar risadas com o “falso casal”. Mesmo seguindo o velho formato das comédias românticas, a trama consegue prender e cativar.

– Antes do Amanhecer: Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy) se conhecem em uma viagem de trem na Europa. A conversa entre eles estava tão boa que ele a convence a descer em Viena (ao invés de em Paris, como planejava). Os dois passam o dia sem dinheiro, caminhando pelas ruas da capital austríaca, conversando sobre vida, morte e relacionamentos. Vale também assistir a sequência, “Antes do Pôr-do-Sol” (2004).

– Apenas Uma Vez: Um músico de rua (Glen Hansard) e uma imigrante tcheca na Irlanda (Markéta Irglová) se conhecem e acabam descobrindo um interesse em comum: a música. Eles logo começam a colaborar e compor juntos, e daí nasce um belo relacionamento e lindas canções de amor. Impossível assistir e não se apaixonar pelo filme e pela trilha sonora.

– Orgulho e Preconceito: A já clássica história de Elizabeth Bennet (Keira Knightley) e Mr. Darcy (Matthew Macfadyen), adaptada mais uma vez para o cinema da obra de Jane Austen, a rainha dos romances de época. Ela, uma moça solteira de família pobre; ele, um jovem abastado que se muda para a região. Da antipatia de um pelo outro surge uma das mais belas história de amor já contadas. Um prato cheio para quem gosta de clássicos.

– Simplesmente Amor: Uma mulher apaixonada pelo colega de trabalho, o músico que tenta desesperadamente voltar às paradas de sucesso, o casal que passa por uma crise conjugal, o homem enlutado pelo fim de um relacionamento: ‘Simplesmente Amor’ é uma variedade de histórias paralelas que se cruzam durante o período que antecede o Natal em Londres. Uma deliciosa crônica sobre o amor, em suas mais variadas formas, e sobre como ele aparece e vai embora quando menos se espera.

→ E para vocês, qual o filme mais romântico?

Aos apaixonados, um feliz Dia dos Namorados!