Rumo ao Oscar!

Está chegando o Oscar! \o/  A premiação acontece neste domingo, e eu continuo minha maratona até lá. Mas admito que é uma maratona que perdeu bastante o pique depois de assistir todos os principais indicados, como sempre acontece comigo. Vou acabar deixando de lado vários estrangeiros e documentários. Vou contar pra vocês o que assisti nesse meio tempo:

PHILOMENA

Philomena

Philomena é uma velhinha que acaba pedindo a ajuda de um jornalista para encontrar o seu filho, que foi adotado contra sua vontade há 50 anos, em um convento onde ela trabalhava. Ele anda com dificuldades de emplacar um livro sobre a Rússia e se envolve na história dessa personagem incrível, em uma matéria que desafiaria seus próprios conceitos e preconceitos. Foi uma grata surpresa. Esperava um filme mediano e saí com um drama bem feito com pitadas de comédia na medida certa. Steve Coogan é um pouco do alívio cômico (como era de se prever) mas quem brilha o tempo todo é Judi Dench (como era de se prever).

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Até o fim

Robert Redford é um cara sozinho num barco no meio do nada. Até que um contêiner bate no barco dele e deixa um buraco por onde começa a entrar muita água, então ele passa a próxima hora e meia tentando sobreviver. Sim, você já viu essa história antes, e o filme de JC Chandor não faz nada para te cativar “até o fim”. Não há diálogo – obviamente – e não há sequer empatia com o personagem, porque você não sabe quem é aquele cara e o que ele tá fazendo sozinho ali nos cafundós do Judas. Ponto positivo: edição e mixagem de som.

NEBRASKA

Nebraska

Woody é um velhinho um pouco confuso. Tanto que quando recebe em casa um aviso de que teria ganhado 1 milhão de dólares de uma editora, à la Reader’s Digest, ele decide ir, a pé mesmo, receber o prêmio em Nebraska, que fica a dois estados dali. Recuperam ele duas vezes até o filho decidir levá-lo a Nebraska, de carro, pra ele ver com os próprios olhos que o milhão de dólares não existe. Mas o filme de Alexander Payne não é sobre essa “aventura”. É um filme que reflete sobre a relação de pai e filhos, casamento, família e amizade com personagens que são realistas e muitíssimo bem escritos. E que, além de tudo, aparecem em uma fotografia preto e branco lindona! Certamente um dos meus favoritos dessa temporada de premiações – e o único que foi indicado (meus outros queridinhos são À procura do amor, Frances Ha e Histórias que contamos).

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Vidas ao vento

Despedida de Hayao Miyazaki, Vidas ao Vento é o filme mais pé no chão de um dos diretores mais inventivos do cinema. Conta a história de um menino que queria ser piloto, mas era míope. Decide então projetar aviões, que posteriormente viriam a ser usados pelos kamikaze na Segunda Guerra. Mas o coração do filme também está em uma bela menina que ele conhece um dia e depois some de sua vida, em uma bela reflexão sobre o acaso e até que ponto ele comanda nossas “vidas ao vento”. Apesar de ter um protagonista meio babaca às vezes e desenhado sem os mundos fantásticos de Miyazaki, o filme continua muito bonito e é uma despedida bem digna para os fãs do diretor.

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Os Croods

Uma família das cavernas tem que abandonar seu abrigo seguro quando o mundo entra em colapso e precisa se aventurar por terras desconhecidas. História divertidíssima que arranca risadas do começo ao fim e discute o medo do desconhecido, mas não consegue cativar como seus concorrentes.

– No Cinema de Buteco, eu e Lucas Paio fizemos uma edição especial do Shot, o podcast de cinema mais rápido da internet brasileira, sobre os indicados a Melhor Animação no Oscar

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20 feet from stardom

Documentário sobre os backing vocals, ou seja, os cantores que ficam no fundo dos palcos, quase sempre longe dos holofotes. Personagens ótimos, material de arquivo muito bem pesquisado, edição bem executada e uma trilha sonora realmente invejável. Você conhece desde a voz que canta “rape, murder, it’s just a shot away” em “Gimme Shelter” com os Rolling Stones até quem está por trás das músicas de filmes como Rei Leão. E fica a pergunta: será que, mesmo dotados de um talento inquestionável, uns foram feitos para brilhar mais que outros?

Também revi Harry Potter 2 e 3, O segredo de seus olhos, Tá chovendo hambúrguer, vi Uma aventura Lego e Jogos Vorazes 2 e me surpreendi com Questão de Tempo. Tá explicado não dar conta de todos do Oscar, né?

E por enquanto sigo assim:

  1. The act of killing
  2. Até o fim
  3. Trapaça
  4. Álbum de família
  5. Antes da meia-noite
  6. Blue Jasmine
  7. A menina que roubava livros
  8. The Broken Circle Breakdown
  9. Capitão Phillips
  10. Os Croods
  11. Cutie and the boxer
  12. Clube de Compras Dallas
  13. Meu malvado favorito 2
  14. Dirty wars
  15. Ernest & Celestine
  16. Frozen: Uma aventura congelante
  17. The grandmaster
  18. Gravidade
  19. A grande beleza
  20. O grande Gatsby
  21. Ela
  22. O Hobbit: A desolação de Smaug
  23. The Hunt
  24. Inside Llewyn Davis
  25. The invisible woman
  26. Iron Man 3
  27. Lone Survivor
  28. Mandela: Long walk to freedom
  29. The missing picture
  30. Nebraska
  31. Omar
  32. Philomena
  33. Os Suspeitos
  34. Saving Mr. Banks
  35. The Square
  36. Star Trek Into Darkness
  37. 12 anos de escravidão
  38. 20 feet from stardom
  39. Vidas ao vento
  40. O lobo de Wall Street
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Temporada de Premiações: novas indicações e filmes ótimos!

E continua a grande temporada de premiações de cinema! Como disse, adoro essa época do ano, com filmes interessantes pipocando de todos os lados, toda a pompa dos tapetes vermelho e até as piadas sem graça dos apresentadores. Não me julga, vai.

Essa semana, saiu a lista do Sindicato dos Produtores para filmes lançados nos cinemas e na TV e também séries de comédia e drama, reality shows e documentários. O Producers Guild Awards acontece no dia 19 de janeiro em Los Angeles, mas, como não é um prêmio televisado, sequer chega ao conhecimento de quem curte cinema. Dá pra entender: pra muita gente, assistir aquelas pessoas que raramente aparecem na frente das câmeras agradecendo sua longa lista de colaboradores igualmente anônimos.

Mas o grande lance dos prêmios dos sindicatos é que eles são uma ótima forma de entender como os votantes da Academia estão pensando. Afinal, a categoria deve votar de forma bastante parecida – já que muitos dos votantes são os responsáveis pelas duas eleições – e já entregam um pouco do que podemos esperar para o Oscar de ator, atriz, diretor e, no caso do guilda dos produtores, o prêmio de Melhor Filme – aquela categoria que parece que nem vai chegar a bater os 10 indicados, a julgar pelo ano em geral morno, apesar das boas estreias em massa que os estúdios seguram pro final do ano. Vale ficar de olho pelo menos no resultado do PGA, do SAG e do DGA pra identificar os favoritos.

Continuando a maratona de filmes já indicados ou que possivelmente entrarão na lista do Oscar, assisti recentemente dois bons concorrentes: Rush – No Limite da Emoção e Trapaça.

Rush

O primeiro foi uma grata surpresa do diretor Ron Howard. Rush narra a rivalidade entre dois grandes nomes da Fórmula 1: James Hunt e Niki Lauda. Divertido e com um ritmo excelente, o filme conquista de cara por suas boas performances e uma bela fotografia, que ajudou a ressaltar cada detalhe dos circuitos. Mais que um filme de esportes, o longa impressiona pela competência técnica e uma ótima história que, por mais que seja conhecida, rende ótimos momentos de tensão e humor. Rush está indicado ao Globo de Ouro como Melhor Filme de Drama e Melhor Ator Coadjuvante, com a atuação de Daniel Brühl como Lauda.

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Trapaça é um dos melhores que assisti até o momento. David O. Russell parece mesmo determinado a levar um Oscar pra casa, chegando ao terceiro ano quase consecutivo com um filme bastante consistente na disputa. Indicado ao prêmio da Academia em 2011 por O Vencedor e no ano passado por O Lado Bom da Vida, o diretor retorna com a história dos golpistas Irving Rosenfeld (Christian Bale) e Sydney Prosser (Amy Adams), que acabam forçados a trabalhar com um agente do FBI (Bradley Cooper) para derrubar mafiosos e políticos corruptos na New Jersey dos anos 70. Com uma direção de arte, figurinos  e, principalmente, uma trilha sonora que representam a década, Russell traz um elenco de muito respeito – com uma Jennifer Lawrence que rouba a cena e um Robert De Niro a la Martin Scorsese mafioso de surpresa – somado a um roteiro afiadíssimo para contar uma história louca e espalhafatosa, mas muito bem dirigida, com pequenos toques de beleza aqui e ali. Até o momento, não vejo a possibilidade de esse filme não levar, pelo menos, o prêmio de elenco do Sindicato dos Atores. Trapaça também está indicado aos Globos por Filme Musical ou Comédia, Ator para Bale, Atriz para Adams, Coadjuvante para Cooper e Lawrence, além de Roteiro e Direção para O. Russell.

– Leia mais: minha coluna em vídeo, “Buteco Literário”, sobre o livro que deu origem ao filme O Lado Bom da Vida.
Me acompanhe no Letterboxd.

Então a watchlist para os próximos dias fica assim:

12 years a slave
Dallas Buyers Club
Capitão Phillips (Captain Phillips)
All is Lost
Rush: No limite da emoção (Rush)
Philomena
Trapaça (American Hustle)
Ela (Her)
Inside Llewyn Davis – Balada de um homem comum (Inside Llewyn Davis)
Nebraska
O lobo de Wall Street (Wolf of Wall Street)
Mandela: Long Walk to Freedom
Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks)
Refém da Paixão (Labor Day)
Álbum de Família (August: Osage County)
Frozen – Uma aventura congelante (Frozen)
Os croods
Azul é a cor mais quente (La vie d’Adèle)

Três filmes

Em meio à minha Maratona Anual Pré-Award Season, três filmes sensacionais que assisti essa semana:

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Ruby Sparks 

Não sou de ver trailers, mas vi esse. E desde que Ruby Sparks se tornou “o filme novo dos diretores de Pequena Miss Sunshine”, decidi que precisava assisti-lo. Tentei pegar uma sessão no Festival do Rio, mas não deu pra conciliar os horários.

O distanciamento me fez bem. Passada toda a empolgação, assisti Ruby Sparks sem expectativas e foi quando aconteceu o momento mágico: aquele em que os créditos sobem e você até se afasta um pouco pra suavizar o impacto. Não conseguia ver nada de ruim naquele filme – e ainda não consigo. Paul Dano? Bom. Diálogo? Afiado e inteligente. Elenco? Competente. Ritmo? Excelente.

Ruby Sparks pode ser um filme sobre uma personagem fictícia que um dia aparece na casa de seu escritor – uma loucura, ao que tudo indica -, mas é um ótimo exemplo de que o cinema pode te embalar por duas horas com uma premissa aparentemente patética e ainda assim te surpreender. Ruby Sparks foi uma deliciosa surpresa.

Leia a crítica no Cinema de Buteco.

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As Vantagens de Ser Invisível

Este não é mais um filme de high school americano. Ok, até é. Mas na verdade é uma tocante história sobre amizades e que certamente fará você se identificar com os adolescentes desajustados tentando encontrar algum sentido na vida e ver além dos estereótipos.

Guardadas as devidas proporções, As Vantagens de Ser Invisível lembra John Hughes – não apenas pelos figurinos e trilha dos anos 80, mas por conseguir falar com toda uma geração.

Um filme inteligente para adolescentes. Quem diria…

 – Leia a crítica no Cinema de Buteco.

 (Quvenzhzé Wallis)

Indomável Sonhadora

Um filme lindo, mas que não é bonito. Ao contrário dos anteriores, ele se passa longe dos sofisticados subúrbios americanos e nem chega perto da classe média. Pequena Sonhadora conta a história de Hushpuppy, uma menina de seis anos que vive com o pai na “Banheira”, uma comunidade na ponta do hemisfério sul prestes a desaparecer do mapa devido ao aumento do nível da água que banha toda a localidade.

Em meio a uma tempestade que acaba por extinguir quase toda a vida na Banheira e à doença misteriosa de seu violento pai, a menina sai em busca da mãe que nunca conheceu.

“Pequena Sonhadora” é uma jornada dolorosa e que exige dela uma maturidade quase cruel para uma criança daquela idade e que tem de ser forte cedo demais… Hushpuppy é uma força da natureza e Quvenzhané Wallis merece uma indicação ao Oscar, do alto dos seus cinco anos.

E o que você tem assistido de bom ultimamente?

Resenha: “Como Ver Um Filme”, de Ana Maria Bahiana

Bate-papo com Ana Maria Bahiana na Casa do Saber, Rio de Janeiro, dia 30 de maio. A mediação foi do Arthur Dapieve. Tieto mesmo!

Não se deixe enganar pelo título: o novo livro de Ana Maria Bahiana parte do princípio de que o ato de se sentar naquela sala escura e se deixar levar por uma história é uma experiência muito pessoal. Portanto, a autora não quer (ou sequer tem!) a receita para se assistir a um filme. O que ela expõe, naquela gostosa linguagem que acompanhamos em seu blog, são os ingredientes de um longa metragem de ficção.

Como bem disse Arthur Dapieve no bate-papo com a autora promovido pela Casa do Saber no Rio, é como se Ana abrisse o filme e o dissecasse para quem quer entender como se chega ao produto final, nas telas de cinema. Ela explica os pormenores dos gêneros cinematográficos e como uma ideia nasce, vira um pitch, entra em pré-produção, produção e pós, chegando à distribuição e até ao marketing da coisa toda.

Tudo isso é feito de forma didática e ao mesmo tempo leve, usando como exemplos filmes que todos vimos: de Titanic a Uma Linda Mulher, passando por O Poderoso Chefão e Quem Quer Ser um Milionário. Ana mostra a base do ato de contar histórias, que remonta a Aristóteles, a construção do roteiro e o papel do diretor de arte, do editor e do diretor para que um filme chegue, finalmente, ao público. Tudo isso para melhor preparar o público para analisar, em um nível técnico, o que assiste, contribuindo assim para que fique cada vez mais claro o nosso gosto e, consequentemente, deixar a experiência cinematográfica mais prazerosa. Como diz no livro,

A isso eu chamo ver, e não assistir. Passar do estágio de plateia passiva – a que se deixa sequestrar pelo filme – para o de plateia ativa – que colabora com os realizadores acrescentando ao filme sua percepção, memórias e emoções de espectador. Deixando-se levar por algumas ideias, recusando outras. Compreendendo, o tempo todo, por que está vendo o que está vendo (e não outra coisa), nesta ordem (e não em outra) e com estes sons (e não outros, ou nenhum). Quando conseguimos isso, a experiência de ir ao cinema se transforma. O filme se abre para nós. Passamos a compreender intenções e planos de quem nos propõe o sonho do dia, e a ter os apetrechos para aceitá-los ou não. O filme se torna, como deve ser, uma conversa. De preferência, uma conversa inteligente.

Leitura obrigatória para cinéfilos – experientes ou não.

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças: pôsteres alternativos

Não é nenhum segredo que Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças é o meu filme preferido – simplesmente pelo fato de ter mudado a minha vida.  Ao longo do tempo, encontrei aqui e ali pôsteres feitos por pessoas que também tinham sido tocadas pelo filme, tanto quanto eu. Eu não sei quem são esses fãs talentosos (se você souber, me avise para que eu dê o crédito), mas eles conseguiram captar a beleza do longa de Michel Gondry como ninguém – certamente, melhor que o cartaz original. Seguem alguns dos mais criativos:

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O que é que o Almodóvar tem

Pedro Almodóvar é um daqueles diretores-consenso: todo mundo gosta ou pelo menos finge que gosta, porque é cool. Mas a verdade é que só se compreende o que é a genialidade do espanhol após assistir um de seus filmes. É que ele faz parte daquele grupo seleto de realizadores que têm identidade própria, os auteurs.

Cada uma de suas obras é um mundo novo, habitado principalmente pelo sexo feminino. Elas são novas, velhas, bonitas, esquisitas, falantes, histéricas, problemáticas – sejam mulheres de nascença ou não. Trata-se de um universo colorido, em que tudo é exagerado e ganha novas proporções para contar histórias sobre amores, traições, confusões, sexualidade, vida e morte.

Não poderia ser diferente com A Pele Que Habito, seu último filme a chegar aos cinemas. As cores, a atenção aos detalhes, os personagens loucos – está tudo lá. Mas a grande sacada do diretor está em agradar seu público cativo se reinventando sempre. Todos os seus filmes são parecidos e ainda assim diferentes – entre si e de todo o resto.

Para um diretor com quase 40 anos de carreira, a habilidade que Almodóvar ainda tem de surpreender é um verdadeiro feito. Sou dos que acharam o longa genial (houve que não gostasse tanto assim). De qualquer foma, vale o ingresso para conferir um dos filmes mais intrigantes do ano.

Top 15: Filmes Românticos

Eu não estou particularmente romântica este ano, mas o Dia dos Namorados está chegando e é inevitável recordar os melhores filmes do gênero – especialmente quando nós, do Cinema de Buteco, estamos fazendo um especial tão supimpa!

Como toda mulher, não resisto uma boa comédia romântica água com açúcar, mas sempre tive uma quedinha pelos filmes mais realistas (como Namorados Para Sempre, que vergonhosamente só estreia essa semana no Brasil), pois mostram a realidade cruel dos relacionamentos. Esse gosto “eclético” se reflete na lista abaixo:

– Encontros e Desencontros: Há pouco amor em Encontros e Desencontros. Mesmo assim, Sofia Coppola consegue costurar uma história teoricamente “parada” em cenas memoráveis e diálogos interessantes. Difícil mesmo é não ter vontade de conhecer Tóquio após assistir o filme.

– Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças: Em meu filme preferido de todos os tempos, Jim Carrey é Joel, um homem que sofre com o fim de seu relacionamento com Clementine (Kate Winslet). Após descobrir que a ex-namorada o apagou da memória com uma revolucionária técnica médica, ele decide fazer o mesmo. É através de suas memórias que descobrimos como Joel e Clementine se conheceram, como se amaram, como passaram a se odiar. Apesar de ser ficção, “Brilho Eterno” pinta uma imagem realista dos relacionamentos, que podem ou não durar para sempre.

– Juno: Ellen Page e Michael Cera vivem um romance nada convencional, em meio à gravidez precoce, famílias loucas e uma trilha sonora cativante. A química dos desajeitados protagonistas e a ótima presença dos coadjuvantes faz com que Juno passe voando. Uma pena.

– Shakespeare Apaixonado: Pode até ser fixação de adolescente – tinha 12 anos quando o filme saiu – mas não só fiquei encantada com Joseph Fiennes, como gravei (lembra do VHS?) e assisti muitas, muitas vezes. Um romance de época divertido e que traz, de quebra, Colin Firth e Ben Affleck. Pra mim, está de bom tamanho.

– Harry e Sally – Feitos Um Para o Outro: Este roteiro de Nora Ephron é, sem dúvidas, um delicioso bate-papo sobre relacionamentos, amadurecimento, amizade e felicidade. Harry e Sally, amigos, demoram a reparar que são perfeitos juntos. Diferentemente da maioria dos casais que vemos no cinema, eles são racionais, cheios de defeitos e carregam consigo uma bagagem emocional de anos de relacionamentos fracassados. Talvez seja essa pitada de realismo que faz desta uma comédia deliciosa.

– Closer – Perto Demais: Foi o primeiro filme que vi que tratava o amor como algo quase sujo, cruel. A imprevisibilidade dá o tom, e você não se sente obrigado a torcer por casal algum, simplesmente porque os personagens são pessoas falhas, imperfeitas e não tentam te cativar. A dureza do filme é, por vezes, difícil de assistir, principalmente considerando que está tão próximo da realidade quanto da ficção.

– Hora de Voltar: O filme que me apresentou The Shins não poderia ficar de fora da lista. Não se trata especificamente de um filme de amor, mas sobre família, amigos e jamais esquecer as raízes. Um drama delicioso e que, ironicamente, traz Natalie Portman em um dos papeis mais divertidos de sua carreira. Quem diria que Zach Braff se sairia tão bem na direção?

– O Amor Não Tira Férias: Quantas comédias românticas têm uma protagonista do naipe de Kate Winslet e, no comando, a aclamada Nancy Meyers? O equilíbrio entre duas tramas paralelas é um ótimo trunfo do filme, que propõe uma verdadeira reflexão sobre mudanças e relacionamentos. Para completar, a trilha ficou a cargo do mestre Hans Zimmer.

– Mens@gem Pra Você: Meg Ryan e Tom Hanks vivem concorrentes nos negócios que, sem saber, se tornam amigos virtuais. Com Nova York como plano de fundo, esta é uma deliciosa comédia romântica da renomada diretora Nora Ephron. Os protagonistas repetem a química vista em “Sintonia de Amor”, da mesma diretora.

– 500 Dias Com Ela: Poucos jovens atores são tão adoravelmente talentosos quanto Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt. Eles protagonizam uma história de amor espontânea e imprevisível que te faz torcer pelo final feliz, mas sem saber o que esperar. Junte a isso uma deliciosa trilha, e não há como não se apaixonar por 500 Dias Com Ela.

– Como Perder Um Homem em 10 Dias: A química inquestionável entre Matthew McConaughey e Kate Hudson faz desta comédia diversão garantida. Brincando com relacionamentos, é impossível não dar risadas com o “falso casal”. Mesmo seguindo o velho formato das comédias românticas, a trama consegue prender e cativar.

– Antes do Amanhecer: Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy) se conhecem em uma viagem de trem na Europa. A conversa entre eles estava tão boa que ele a convence a descer em Viena (ao invés de em Paris, como planejava). Os dois passam o dia sem dinheiro, caminhando pelas ruas da capital austríaca, conversando sobre vida, morte e relacionamentos. Vale também assistir a sequência, “Antes do Pôr-do-Sol” (2004).

– Apenas Uma Vez: Um músico de rua (Glen Hansard) e uma imigrante tcheca na Irlanda (Markéta Irglová) se conhecem e acabam descobrindo um interesse em comum: a música. Eles logo começam a colaborar e compor juntos, e daí nasce um belo relacionamento e lindas canções de amor. Impossível assistir e não se apaixonar pelo filme e pela trilha sonora.

– Orgulho e Preconceito: A já clássica história de Elizabeth Bennet (Keira Knightley) e Mr. Darcy (Matthew Macfadyen), adaptada mais uma vez para o cinema da obra de Jane Austen, a rainha dos romances de época. Ela, uma moça solteira de família pobre; ele, um jovem abastado que se muda para a região. Da antipatia de um pelo outro surge uma das mais belas história de amor já contadas. Um prato cheio para quem gosta de clássicos.

– Simplesmente Amor: Uma mulher apaixonada pelo colega de trabalho, o músico que tenta desesperadamente voltar às paradas de sucesso, o casal que passa por uma crise conjugal, o homem enlutado pelo fim de um relacionamento: ‘Simplesmente Amor’ é uma variedade de histórias paralelas que se cruzam durante o período que antecede o Natal em Londres. Uma deliciosa crônica sobre o amor, em suas mais variadas formas, e sobre como ele aparece e vai embora quando menos se espera.

→ E para vocês, qual o filme mais romântico?

Aos apaixonados, um feliz Dia dos Namorados!