Por aí: Domingo no Palácio Quitandinha

No começo do ano, eu, Daniel e nossos pais fomos curtir um domingo à beira do lago do Palácio Quitandinha. O antigo cassino agora é uma unidade do Sesc, e nesse dia tinha show com o Taruíra, grupo de chorinho que a Build Up Media assessora há quase quatro anos.

É assim, ao ar livre, que é mais gostoso ver o show deles. Meus sogros ainda não tinham assistido, então os convidamos para conhecer também o Quitandinha, que tem visitação gratuita. Eu mesma já fui lá várias vezes para os Festivais de Inverno do Sesc e nunca tinha feito o tour, para conhecer melhor aquela estrutura monumental.

Terminamos a manhã na beira do lago. Abaixo, os melhores momentos: o dia bonito e meu menino ❤

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Liefmans Fruitesse: cerveja com frutas vermelhas

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Eu não sou a pessoa mais apaixonada por cerveja do mundo. Nada contra, só prefiro beber coisas que realmente acho saborosas, e muitas cervejas não entram nessa categoria pra mim. Mas, morando em Petrópolis, é quase impossível não ser absorvida pela cultura cervejeira da cidade. Só o bairro onde moro tem três cervejarias, uma delas bem grande – a Cidade Imperial – e a primeira fábrica da bebida a ser inaugurada no país fica só a uma caminhada de 15 minutos: a Bohemia.

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Foi em eventos na Bohemia que percebi que, assim como meu queridinho vinho, também dá para harmonizar a cerveja com um acompanhamento perfeito. Aí que começamos a explorar alguns rótulos aqui em casa, só pra não sermos mais tão ignorantes no assunto e sabermos do que gostamos ou não. Uma ou duas vezes ao mês, nos permitimos o luxinho de escolher no supermercado algo que nunca tomamos. Acabamos descobrindo a Liefmans Fruitesse On The Rocks, uma cerveja belga que é mesclada com cinco tipos de frutas vermelhas. Isso significa que além da água, do malte de cevada, do lúpulo e das leveduras, ela ainda leva cerejas e suco de morango, framboesa, mirtilo e sabugueiro.

O resultado é: não tem gosto e nem cheiro de cerveja, aquele clássico da Skol. Quem curte as mais amargas, por exemplo, não vai gostar nem um pouco. Mas acho que esse é meio que o objetivo de uma fruitbeer: o de proporcionar novos sabores e experiências olfativas dentro do universo da cerveja. Ou seja, deram uma gourmetizada básica na cervejinha, e isso é ótimo.

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Não pelo preço, claro. Essa tem só 250 ml e custa cerca de R$12 no mercado. Pode não ser das mais caras, mas também não é das mais baratas. Porém, acho que ampliar o leque de opções dentro da bebida só tem a acrescentar e talvez até ajudar a trazer novos consumidores. Você é obrigado a só beber cerveja frutada belga na balada? Não, mas se quiser, é muito legal saber que há essa opção.

Acho que o vinho sempre foi a bebida símbolo de status e sofisticação, e é até compreensível, pelo requinte que foi construído em torno dele desde sempre. A cerveja está passando por esse processo há relativamente pouco tempo no Brasil, e o resultado é que parece movimentar mais esse mercado e colocar mais gente pra fazer a própria bebida em casa, até vender e se profissionalizar.

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A Liefmans é saborosa, cheirosa e funciona mais ou menos como um drink. Isso porque você deve servi-la com gelo, o que deixa a cerveja ainda mais bonita no copo. O teor alcoólico é cerca de 1/3 do de um vinho seco, por exemplo – só 3,8% -, então não, não dá nem pra ficar zonza. É ideal para quem quer algo mais adocicado ou que está começando a explorar bebidas em geral.

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Eu, que sou novata nessa coisa toda, nunca havia provado uma fruitbeer – Kaiser Radler conta? -, então fiquei positivamente impressionada com essa “novidade”. Provavelmente nunca serei uma entendida do assunto, e nem é esse o objetivo, mas acho que mais do que saber a função do lúpulo na bebida ou diferenciar uma pale ale de uma stout, o importante é gostar do que se bebe e se divertir.

Cheers.

Podcasts que vão além

Eu sou nova nessa coisa de podcast. Comecei a ouvir há menos de dois anos, por influência do Daniel, que me apresentou o Nerdcast. Mas a verdade é que, por mais divertidos e informativos que eles pudessem ser, eu não me reconhecia em muitos daqueles programas. Comecei a sentir falta de vozes femininas nesses longos debates que eu ficava escutando, não porque não tinha nada em comum com os caras – tinha. Mas sentia que as mulheres poderiam oferecer perspectivas diferentes e com um bônus: não iam reduzir outra mulher a “fulana é mó gostosa” sempre que se falasse no sexo feminino.

Eu só me empolguei com podcasts mesmo quando comecei a ouvir as meninas falarem. Tipo eu e Larissa no Shot, do Cinema de Buteco, e a Anna Shermack no Literariocast. Mas o que mais me animou foram dois programas que, muito mais de colocar mulheres como protagonistas, foram além do que eu esperava de um podcast. Eles não se limitam à mera discussão, realmente se propõem a contar histórias e acredito que serão considerados marcos para esse tipo de conteúdo.

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O primeiro foi o Mamilos, parte do conteúdo do Brainstorm9. O B9 está investindo em outros formatos além de seus já consagrados Braincast e Anticast, e o Mamilos acabou se tornando o primeiro podcast que acompanho desde o início e do qual ouço todos os episódios. Cris Bartis e Juliana Wallauer estão no comando do programa semanal onde são discutidos todos os assuntos polêmicos (daí o nome). Ao contrário do que se pode imaginar, esse não é um cast para menininhas: os papos vão de drogas e violência a eutanásia e guarda compartilhada. Elas trazem convidados variados para dar espaço a outros olhares sobre um mesmo assunto, sem medo de tocar na ferida.

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Mas quem mais causou em 2014 foi um podcast gringo chamado Serial. Ele é uma spin off de outro programa famoso, o This American Life, focado em storytelling. Sarah Koenig trouxe esse elemento para o cast, mesclando uma boa contação de histórias ao jornalismo. Em sua primeira temporada, que teve 12 episódios, Serial contou a história de Adnan Sayed, um jovem paquistanês que está há 15 anos na cadeia pelo assassinato de sua ex-namorada em Baltimore. Ele continua jurando inocência, e seu relato chegou até a jornalista, que passa a temporada inteira destrinchando pedaços daqueles acontecimentos e personagens para entender o que de fato aconteceu. A condução é tão boa que você simplesmente para de se importar se essa história vai ter alguma conclusão ou não. O que vale é aproveitar a jornada.

E vocês, estão ouvindo algum podcast legal ultimamente? Compartilhem comigo 🙂

Dica de série: Unbreakable Kimmy Schmidt

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Gente, QUE. SÉRIE. LEGAL. Unbreakable Kimmy Schmidt é a nova empreitada da Tina Fey, e foi lançada há alguns dias via Netflix. Pelo menos nos primeiros episódios, Tina não atua, e só fica na produção e no roteiro, dando lugar à ótima Ellie Kemper. A história é simples e ao mesmo tempo genial: Kimmy passou quase toda a vida presa em um bunker de uma seita apocalíptica, cujo líder dizia a ela e outras três mulheres que o mundo havia acabado e só elas haviam sobrevivido. Resgatadas por um time da SWAT, elas ficam conhecidas como Mulheres Toupeiras, aparecem na TV e são retratadas como vítimas.

Mas não Kimmy. Ela não quer voltar para Indiana e ser vítima pelo resto da vida. Após uma entrevista em um programa matutino em Nova York, ela decide fazer da cidade a sua nova casa. Kimmy consegue um emprego como babá de uma família nada convencional (Jane Krakowski, a Jenna de 30 Rock, está ótima como a mãe) e um roomate, e logo começa sua jornada na Big Apple.

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Kimmy é inabalável. É forte, destemida e odeia quando dizem que ela não pode, que não vai conseguir. Está sempre com um sorriso no rosto e traz uma inocência e uma candura que nem as crianças e adolescentes que aparecem na série possuem. Ela é colorida, divertida e totalmente alheia às bobagens que diz por ter vivido literalmente embaixo da terra durante muitos anos.

O texto é afiado, Ellie Kemper está no papel que vai fazer todo mundo prestar atenção nela (sinto cheiro de Emmy) e Tina Fey está provando que 30 Rock pode não ter sido o melhor que ela tinha a oferecer. Colocando novamente uma protagonista feminina que não se encaixa nas expectativas que se tem de uma mulher na TV, ela desafia a noção de que o sexo feminino não tem a capacidade de ser engraçado e a cada episódio dá uma alfinetada a quem diz que a mulherada não pode tudo.

Vi apenas quatro episódios, mas acho que já dá pra dizer que Tina Fey pode – e consegue – fazer de tudo. Kimmy Schimdt se junta a algumas das melhores séries da TV atualmente, cada uma quebrando barreiras a seu próprio modo. Kimmy poderia ser apenas mais uma história de uma garota que se muda para Nova York em busca de se encontrar e realizar um sonho, mas vai muito além disso criando uma personagem cheia de dimensões – e isso é o que lhe garante lugar no time das melhores comédias dos últimos anos (Orange is the New Black, Girls, Veep e tantas outras).

Bem vinda, Kimmy. Posso ser sua melhor amiga?

Novo canal no YouTube! :)

JEMT

PARA TUDO

TEM CANAL NOVO NA ÁREA

EEEEEE \o/

Eu e Daniel nos unimos em mais um empreendimento, que é – TCHAN TCHAN TCHAN TCHAN – falar aleatoriedades no YouTube, porque ninguém é de ferro.

Vamos tentar fazer isso uma vez por semana. Isso sendo: falar de livros, filmes, HQs, séries, etc. Sabemos que existem 5676413541646 canais no YouTube que fazem o mesmo, mas nenhum com o nosso jeitinho, a nossa carinha, a nossa perspectiva de quem não só consome cultura aos montes, mas que também trabalha nesse meio. Daniel é escritor e eu sou jornalista, e formamos a Build Up Media, que atende a músicos, estilistas, fotógrafos e outros artistas em geral. Quer dizer: respiramos essa coisa toda, então montamos o “Cultura a Dois”.

Ou seja: vem com a gente, que vai ser legal, vai ser divertido.

Diversidade e inclusão

Na semana da mulher, muito tem se falado em representatividade – a forma como o sexo feminino é retratado em meios culturais, o que vem a contribuir para perpetuar estereótipos hoje tão ultrapassados. Esse é um debate válido e que merece ser feito ao longo do ano, e não só nesses dias.

Mas quando a gente olha o quadro todo, fica claro que não é só a mulherada que não tem representatividade nos filmes, nas séries, nas notícias. Homossexuais e minorias raciais vivem isso diariamente, acredito eu. De serem reduzidos a estereótipos e usados para manter a linha de história de um protagonista homem, branco e heterossexual.

Claro que isso já está mudando, mas não o suficiente, como mostrou esse estudo da Universidade da Califórnia. E qual a importância disso? Mostrar para a geração que está se formando agora que as pessoas vão muito além da cor de suas peles, orientação sexual ou órgão reprodutor, diminuindo o preconceito e, quem sabe, a visão de que grupo X ou Y é uma minoria, como se fosse menor ou menos importante.

Quem fez isso lindamente foi esse vídeo, que rodou as interwebs hoje, ensinando todo mundo a ver além da superfície. Recomendadíssimo.

Ensaio pré-Casamento – parte 2

Já contei pra vocês que eu e Daniel fizemos dois singelos ensaios com a fotógrafa Ana Telma Furtado. Hoje vim compartilhar a segunda parte dessas fotos.

Elas foram feitas durante uma matéria para o RJTV, da Globo da região serrana do Rio. Sim, eu e Daniel aparecemos MODELANDO e morrendo de vergonha por estarmos na frente da câmera dessa vez. Nos sentimos muito mais confortáveis do outro lado.

A boa notícia foi receber essas fotos como resultado depois. Obrigada mais uma vez, Ana.

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