Fotografando com o coração

Tenho amigos muito talentosos, e sou super fã deles. A Ana Telma é uma dessas amigas. Uma fotógrafa brilhante e criativa ao registrar e eternizar famílias.

Quando lançou o workshop “Fotografando com o coração”, Ana me convidou para ajudar a realizar um curta-metragem que seria exibido para as participantes do curso. O objetivo era oferecer uma nova perspectiva para quem queria entender melhor a parte técnica, mas também o lado sensível da fotografia de família. Ou seja, quem teria a palavra seriam os fotografados.

De início, achei que não daria conta da empreitada, considerando que não tenho os equipamentos próprios e o tempo curto – cerca de um mês para fazermos tudo. Mas com o apoio das câmeras da Ana e do incentivo moral e super competente do Daniel, meu noivo e sócio na Build Up Media, que foi um verdadeiro parceiro na captação e, principalmente, na edição, conseguimos fazer o pequeno filme do “Fotografando com o coração”, que nasceu de um verdadeiro esforço coletivo entre Ana Telma Fotografia e a Build Up.

Ficamos bastante felizes com o resultado, que está logo abaixo pra quem quiser assistir 🙂

Fotografando com o Coração from Ana Telma Furtado on Vimeo.

Build Up Media

buildupmedialogo

2013 foi um ano de muitas mudanças. Certamente, foi pra mim. No final do ano passado, decidi pedir demissão de meu emprego como assessora de imprensa para me dedicar exclusivamente a clientes com os quais me identificava e já atendia: o músico Breno Morais e o grupo de chorinho Taruíra. De lá para cá, foi tudo novo (pretendo contar essa história em outro post!). Tive que retomar contatos que ficaram para trás no meu emprego anterior, buscar novos caminhos e me especializar em assuntos que eram pouco familiares para mim. Como repórter freelancer, passei a escrever para as revistas Doctor News e On, ambas de Petrópolis, RJ, e a trabalhar no meu home office.

Mas em abril conheci meu parceiro de vida e hoje também sócio. Daniel e eu combinamos tanto em tantas coisas que decidimos unir forças e fundar a Build Up Media, nossa própria empresa. Ele trazia clientes como a Universal Music Brasil, na área de conteúdo para rede social, e a Sony Music Digital na assessoria de imprensa, além da banda Planar. Fazia muito sentido essa união, e hoje vemos ela se tornar uma realidade. Nossa empresa está prospectando novos clientes e melhorando cada vez mais o atendimento que já fazemos para os clientes atuais, com serviços de assessoria e conteúdo digital, impresso e em vídeo para artistas e empresas em geral.

Em breve, nosso site estará no ar, trazendo um pouco sobre nossa já significativa trajetória, e todas as novidades que virão por aí. Estamos à disposição para atender empresas, pessoas e artistas dos mais variados segmentos, que buscam uma comunicação interna e externa de qualidade. E lembre-se de nos recomendar para amigos interessados nesses serviços 🙂

Que venha 2014!

Diário de bordo: Taruíra em Ibitipoca

No último final de semana, voltei a Minas. É sempre uma experiência para o paladar, mas especialmente para o coração. Revejo amigos e lugares e volto, todas as vezes, com o peito cheio de amores por aquela terra.

Aproveitei para fazer um diário de bordo do passeio, que na verdade foi uma viagem de trabalho. Fui acompanhar o Taruíra, um sexteto instrumental de amigos queridos e de quem sou assessora de imprensa. Eles estiveram em Juiz de Fora na quinta-feira para o lançamento do DVD do filme “Ibitipoca, droba pra lá”, de Felipe Scaldini, e continuaram a festa em Ibitipoca, pertinho dali (em Minas, tudo fica a dez minutos de distância!), no sábado. Saibam como foi essa aventura:

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Sábado, 23 de março – 9h30 – Praça D. Pedro II, Petrópolis

Quando a van que levaria os calangos a Ibitipoca chega buzinando à Praça D. Pedro, no Centro Histórico de Petrópolis, o cavaquinista Guto Menezes, o técnico de som Leo Hang e a assessora de imprensa Nathália Pandeló já estavam a postos. O saxofonista Carlos Watkins vinha na frente, com o motorista Augusto; nos bancos de trás já estavam o violonista José Roberto Leão e sua esposa, Ana, e a fotógrafa Mariana Rocha. Apesar da chuva do dia anterior, faz um dia de sol em Petrópolis e os ânimos estão em alta para pegar a estrada e conhecer Ibitipoca. Seria a primeira vez que o Taruíra se apresentaria no local. Os calangos Breno Morais, Yuri Garrido e Leandro Mattos haviam seguido para lá na sexta-feira, acompanhados do diretor de mídia Felipe Hutter e do amigo DJ Papagaio.

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12h30 – Parada

Nas proximidades de Juiz de Fora, a van faz uma parada para o almoço. O cardápio não poderia ser diferente: linguiça mineira, couve, torresmo… Afinal, já é Minas Gerais, uai! A van segue um pouco mais pesada – por conta, inclusive, dos doces comprados para a sobremesa.

14h – Lima Duarte

As placas já indicam o caminho para Lima Duarte. Decidimos ignorar o GPS e procurar uma outra rota, mas, segundo orientações da Polícia Rodoviária, é mais seguro fazer o retorno a cerca de 7km e seguir por aquele caminho. Logo estamos em Lima Duarte, município a leste de Juiz de Fora com um pouco mais de 16 mil habitantes e que tem o charme das pequenas cidades de Minas. Cortamos a rua que leva à estrada, mas não sem antes receber direções de três senhores que conversam em um banco do lado de fora de uma casa. “É só virar aqui, entrar naquela rua ali e seguir reto”, simplificava um deles. Logo passamos por uma placa que aponta para a direita: “Ibitipoca”, distrito de Lima Duarte. “Drobamos” pra lá.

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14h30 – Subida de Ibitipoca

A van chega a uma ponte, também sinalizada e que indica que o caminho está certo. Começamos a subida da Serra do Ibitipoca, um trajeto de 27km, a maior parte dele por estrada de chão. As placas informam a velocidade máxima: 40km/h. No entanto, a irregularidade da pista faz o carro balançar bastante, e Augusto sequer chega perto do limite. Logo no início da subida, já é possível se encantar pelo visual deslumbrante do local. O dia também está bonito por lá, e grandes e pequenas propriedades rurais se estendem a perder de vista. São poucos os veículos que trafegam por ali e, com exceção de um trator, dois cavaleiros, alguns carros de passeio e vacas na pista, o caminho está livre. Um trecho com paralelepípedos facilitou a subida, mas logo voltamos à estrada de terra. Pregadas nas árvores, as placas apontam onde tem farmácia, bar, pousada, artesanato e os tradicionais pães de canela de Ibitipoca. Lá embaixo, as montanhas de Minas Gerais dominam uma paisagem inspiradora, de céu azul, vales, riachos, casas simples e outras nem tanto, animais pastando e muita, muita vegetação.

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15h20 – Conceição do Ibitipoca

Finalmente, a região vai se revelando mais e mais urbana e fica claro: chegamos. Augusto continua a subida até encontrarmos o shopping Portal da Serra, onde é possível ver na porta o cartaz que convida para o evento: lançamento em DVD do filme “Ibitipoca, droba pra lá” e show do grupo Taruíra, às 21h, com entrada franca. Ao procurar uma vaga para estacionar e descarregar os instrumentos, a van passa em frente ao bar IbitiLua, de onde se ouvem gritos de “êêêh!”. São Breno, Yuri, Tartaruga, Felipe e seu pai, seu Nilton, acompanhados de amigos em uma mesa tripla no bar amarelo. Logo toda a equipe Taruíra está reunida, brindando esse encontro.

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18h – Passagem de som no Portal da Serra

A chuva que caiu no fim da tarde já passou. Bateria montada e microfones ligados, Leo Hang acompanha a passagem de cada um dos oito instrumentos. O horário do show está próximo e os calangos começam a se dirigir à casa onde ficarão hospedados. A produtora e amiga Maíra Delgado encontrou um espaço que acomodasse toda a equipe, que aos poucos se instala e se prepara para voltar ao local do lançamento.

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20h30 – O show vai começar

A noite caiu e trouxe consigo o vento da serra. A temperatura diminuiu um pouco, mas quando chega ao shopping, o Taruíra já encontra um público de cerca de 200 pessoas. Os instrumentos estão a postos, assim como a banca que vende o DVD de “Ibitipoca, droba pra lá” a apenas R$10. O diretor do documentário, Felipe Scaldini, abre brevemente a noite agradecendo aos moradores do distrito por todo o apoio durante a produção e o lançamento do longa, destacando a alegria de estar encerrando esse processo no lugar em que ele começou. Scaldini logo apresenta o Taruíra ao público e a festa começa.

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Em dois sets de tirar o fôlego, os calangos colocam Ibitipoca para dançar – tudo registrado pelas lentes de Mariana Rocha. O repertório, montado pelo arranjador José Roberto Leão priorizou, além das músicas autorais, presentes no DVD “Nas nuvens”, choros tradicionais com a interpretação do Taruíra, a união de Beatles e Luiz Gonzaga em “Ticket to ride” e novos arranjos, como “Espinha de bacalhau”, de Severino Araújo. Logo todos sabiam o nome do grupo e cantavam “Êh, Taruíra!” em “Na glória”.

O show termina por volta de 1h da manhã, e a equipe se reúne para um jantar em um dos restaurantes do shopping com os amigos da Ferro Velho Produções, para comemorar o lançamento duplo, que começou no Café Muzik, em Juiz de Fora, na quinta-feira, e terminou ali, ambos ao som do Taruíra.

Domingo, 24 de março – 10h

A equipe do Taruíra começa a se preparar para o retorno a Petrópolis, marcado para as 11h. São oito pessoas na casa, mas logo todos estão prontos para sair. Breno, Tartaruga e Leo são os primeiros, rumo à Cervejaria Bohemia, onde fazem a tradicional domingueira do Chutando o Balde. Felipe Hutter e seu Nilton passam por lá para se despedirem e também iniciam viagem. A van faz uma parada na IbitiPão para um rápido café da manhã, com direito a pão de queijo e sanduíche de queijo minas, e logo começa a descida da serra. Tirando fotos pela janela, os calangos vão se despedindo de Ibitipoca. Dessa vez, com conhecimento do trajeto, a viagem é ainda mais rápida e, após uma breve parada em Três Rios, o Taruíra está de volta. José Roberto e Ana seguem viagem para o Rio, onde moram. Enquanto isso, o samba começa na Bohemia, com Breno Morais, Leandro Mattos e o Chutando o Balde. Afinal, é domingo.