7 dicas para ler mais

Quando estava na sétima série, tinha o costume de anotar o nome de todos os livros que lia. Não porque quisesse contá-los, mas porque foi um ano de muitas descobertas para mim e queria registrá-las. Estava no auge do fascínio por Harry Potter, uma série que me fez virar noites lendo calhamaços de 400 páginas, e foi também meu primeiro contato de verdade com a crônica.

Naquele ano, li 30 livros (sim, acabei contando). Lecília, minha professora de Português, ficava impressionada com o fato de eu aparecer na escola com um livro diferente a cada semana. Pela primeira vez, abandonava o conforto dos clássicos da literatura brasileira e me aventurava na leitura de obras contemporâneas, algo inédito para mim até àquele momento.

Não preciso nem dizer que hoje as coisas são bastante diferentes, certo? Nesse meio tempo, comecei a trabalhar, ganhei uma vida social e hoje estou na faculdade. O tempo livre é consideravelmente menor e, mesmo quando existe, não é comum chegar ao final do dia com a mente sobrecarregada por tantos afazeres e preocupações.

Há pouco mais de um mês, pedi demissão do meu emprego e decidi atuar como freelancer. A verdade é que, além do stress acumulado nos quatro trabalhos anteriores, bater o cartão estava me atrapalhando a ler, escrever, ver filmes, séries e ouvir música do jeito que gosto. Parece uma atitude pouco profissional da minha parte, eu sei, mas é justamente o oposto: com mais tempo, eu posso começar a me dedicar mais às coisas que me levarão onde eu quero – o jornalismo cultural. Pena que esse tipo de loucura investimento não paga as contas, mas ei, a gente precisa ter prioridades na vida.

Caminhando para o segundo mês no meu home office, fiquei surpresa ao constatar que continuo com uma pilha considerável de livros na cabeceira – tudo indica que compro mais rápido que leio – e as séries e filmes continuam acumulados. Isso porque ando ocupada demais colocando em dia as pendências da faculdade (aquela que eu vinha empurrando com a barriga desde o segundo período) e dos meus outros três trabalhos paralelos e passando muito menos tempo em trânsito – ser freela tem dessas coisas (e trabalhar de pijama). O ônibus é onde eu mais leio.

Uma outra constatação foi a de que, se meu ritmo de leitura não aumentou, também não caiu. Não só continuo riscando as pendências da cabeceira, como tenho conseguido diversificar os gêneros para não cair na rotina e perder o pique. O hábito de anotar os livros lidos não durou, mas hoje existe o Skoob, e dá pra arriscar dizer que esse ano li pelo menos 20 livros, entre meus e emprestados. Inclusive me dei ao luxo de fazer o que não fazia há muito tempo: ler mais de um ao mesmo tempo.

Vinte não chega a ser um número exemplar. Eu mesma já li mais e ainda há quem vá além. Mas é quase 10 vezes a média de livros inteiros do brasileiro e o suficiente para garantir bons momentos de entrega a um mundo diferente do seu e a uma língua que, embora sua, garante surpresas e encantos a cada capítulo.

A pilha de 2012… que não para de crescer!

Esse é, sem dúvida, o ano em que mais me dediquei aos livros desde os velhos tempos da sétima série (que nem se chama mais sétima série). Dificilmente conseguirei manter a média, já que a tendência da vida é ser sugada cada vez mais pelo trabalho, o trânsito, as engenhocas eletrônicas.

Mas leio. Leio porque minha profissão exige. Leio porque é a forma mais barata e rápida de fugir do marasmo da vida. Leio porque preciso.

Nem todos têm essa necessidade – e não há nada de errado com isso. Mas são muitos os que dependem da leitura para um bom desempenho profissional, afinal, não é só jornalista que precisa falar e escrever bem. Não sou nenhuma especialista no assunto, mas sou uma leitora dedicada e que busca cada vez mais uma vivência com os livros.  E o que venho aprendendo é o seguinte:

Leia o que você gosta: Parece óbvio, mas não é. Frequentemente, lemos o que todo mundo está comentando ou que supostamente deveríamos ler – os clássicos. Você precisa ler Saramago, García Márquez, Clarice, Machado de Assis, Shakespeare, Dante… só que não. É verdade, eles são grandes mestres da literatura e têm obras marcantes que você deveria ler, sim, se tiver interesse. Mas toda leitura obrigatória dificilmente se torna prazerosa, e se forçar a consumir páginas a fio de um texto que não fala com você pode ter o efeito inverso: o de te levar a acreditar que esse é um exercício chato e que pouco tem a lhe acrescentar. A leitura deve ser, sempre que possível, prazerosa, portanto não há motivos para impor tarefas a si mesmo. Invista em temas, gêneros e autores que estão ligados aos seus interesses. É bem provável que a partir daí surja a vontade de ir além da sua zona de conforto – e é aí que a diversão começa mesmo.

Leia o que você precisa: Hoje tem livro pra tudo, de receitas de cupcakes pra emagrecer a listas de 1001 carros que você deveria comprar antes de morrer. Há uma variedade considerável, inclusive, nas seções especializadas destinadas a profissionais dos ramos mais diversos. História, psicologia, administração, direito, marketing, turismo, artes, moda, jornalismo e tantos outros assuntos enchem as prateleiras das livrarias. É bem provável que você encontre algo que lhe acrescente na sua profissão.

Leia em todos os lugares: Itens indispensáveis na minha bolsa: documentos, chaves, dinheiro, sombrinha, maquiagem e um livro. Leio no ponto do ônibus, no ônibus (minha retina vai bem, obrigada), na fila do banco, no café aguardando o cliente para uma reunião. Esses são lugares em que você muito provavelmente vai passar o tempo… bem, olhando pro tempo. Aproveite esses momentos pra avançar algumas páginas naquele romance. Apesar de parecer uma leitura muito fragmentada (e é), pode acreditar: esses minutinhos fazem toda a diferença. Eu bem sei: li um livro do Luis Fernando Verissimo de 180 páginas em quatro viagens de ônibus (duas pra ir, duas pra voltar), em uma tarde só.

Não leia sozinho: Troque impressões com amigos que compartilhem do seu interesse. A maioria das pessoas conhece alguém que gosta de ler e, mesmo que não conheça, pode encontrar na internet. Há comunidades inteiras reunidas em torno de sua paixão pela literatura. É possível comentar, resenhar e até trocar livros. Interagindo com outros leitores, temos a oportunidade de conhecer pontos de vista diferentes e  outras obras e autores que normalmente passariam despercebidos. Você pode até pegar alguns emprestados (e devolver, pelamordedeus).

Leia autores: Quem só lê Paulo Coelho fica bitolado – assim como quem só lê Umberto Eco. Escritores tendem a se ater ao mesmo gênero, à temática de sempre e, a não ser que tenham personalidades múltiplas, à mesma linguagem. Conhecer novas formas de escrever e estilos literários é muito importante para a formação de qualquer leitor. No entanto, nada mais normal que se identificar com este ou aquele autor. Alguns deles até ganham um espacinho privilegiado no nosso coração e nos deixam curiosos para ler toda a sua obra. Esse estímulo leva, inclusive, a outros escritores do gênero. Luis Fernando Verissimo foi o responsável por me apresentar grandes nomes da crônica, como Fernando Sabino e Zuenir Ventura. Desde aquela leitura de “As comédias da vida privada”, aos 13 anos, nunca mais parei de ler tudo o que ele escreve. Esse ano, além de acompanhar sua coluna semanalmente no jornal O Globo, quatro dos 20 livros que li foram dele (“Ed Mort – Todas as histórias”, “Time dos Sonhos”, “As cobras – Antologia definitiva” e o mais recente, “Diálogos Impossíveis”. Atualmente, estou lendo “Aquele estranho dia que nunca chega”). Encontrá-lo novamente na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) foi uma satisfação tão grande que precisei expressá-la com um abraço – o que rendeu uma declaração na coluna do Ancelmo Góis sobre a tietagem com o escritor nas ruas de Paraty. Pode não ter sido meu momento mais orgulhoso, mas foi uma admiração sincera. E, mesmo em um ano em que não leio quase nada, eu leio Verissimo.

Leia barato: Comprar livros no Brasil é caro. Considerando o salário mínimo e a média de preços nas livrarias, entre R$30 e R$40, não é exagero dizer que livro é artigo de luxo por aqui. Ainda bem que existem bibliotecas! Mas se você é como eu e gosta de ter os livros, para abrir do seu jeito e até poder grifar e depois retornar a eles, uma boa alternativa é recorrer a sebos – na sua cidade ou na Estante Virtual, que tem um ótimo acervo (inclusive com itens que já saíram de catálogo) e livros a partir de R$1. Já encontrei livros tão bem cuidados que só soube que eram usados pois tinham a assinatura do dono na primeira página – e saíram pela bagatela de R$6 cada. Até mesmo livrarias virtuais tem promoções no  melhor estilo “leve 5 por R$50 com frete grátis”, então essa história de que não lê porque não tem dinheiro não cola mais.

Leia alternadamente: Que ler gêneros e estilos diferentes é importante, já foi dito. Mas, mesmo que se leia um tratado filosófico e depois um livro reportagem sobre o mensalão, a leitura tende a ficar cansativa. E o motivo é simples: não há quem aguente se dedicar apenas a assuntos extremamente cerebrais o tempo todo. Nem toda leitura tem o papel de ensinar, e não há nada de errado em buscar entretenimento e diversão em um livro. Gosto de alternar crônicas, biografias ou reportagens com romances. Essa combinação me ajuda a ler o que preciso – texto jornalístico, em sua maior parte – e o que me dá prazer, o romance. Ele é importante, inclusive, para quebrar a rispidez e a seriedade do meu próprio texto, jornalístico ou não.

Enfim… leia!

E você, também é um leitor? Que dicas você dá para quem quer ler mais?

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8 filmes que todo estudante de Jornalismo deveria assistir

Nem todo estudante de Jornalismo é fã de cinema, e nem precisa ser. Mas na sétima arte estão alguns dos melhores e mais polêmicos casos de jornalismo da História. Reais ou fictícios, dá para aprender muito com eles e discutir aspectos importantes da profissão, como ética, transparência, relacionamento com as fontes e o público e o papel da imprensa.

Não, esta lista não contém “Todos os Homens do Presidente” – até porque eu nunca vi. Assim como nunca assisti a outros clássicos filmes que discutem os vários aspectos do jornalismo. Mas uma coisa é fato: a vida de repórter continua gerando ótimas “pautas” para o cinema. Isso porque é uma existência cheia de emoções, boas e ruins. E esse é o lado legal de ser jornalista: você pode ganhar pouco, ser viciado em café, se alimentar mal e não ter tempo para nada, mas terá uma infinidade de histórias para contar.

Estes são alguns dos melhores filmes que falam desse ser complicado e dessa profissão tão gratificante e tão ingrata ao mesmo tempo.

O Informante (1999)
Sou suspeita pra falar de Al Pacino, mas este é realmente um de seus grandes filmes – e, provavelmente, seu mais recente trabalho realmente bom. Não porque seu desempenho tenha caído (impossível!), mas pela má escolha de seus mais recentes trabalhos, muito mal dirigidos. Neste filme de Michael Mann, porém, ele faz um produtor do tradicional programa jornalístico 60 Minutes que encontra no personagem de Russell Crowe uma ótima fonte da indústria do tabaco. Baseado em fatos reais, vale como uma aula sobre o tema “cutucando a fera com vara curta”, ou seja, a abordagem de temas potencialmente perigosos.

Intrigas de Estado (2009)
Dessa vez, o jornalista é Russell Crowe. Ele investiga uma rede de conspiração que o leva até seu colega de faculdade e atual senador Stephen Collins (Ben Affleck). Della (Rachel McAdams), novata na profissão, o acompanha na investigação, que se torna perigosa e envolve muitos interesses. Jornalismo investigativo em sua melhor forma: intrigante.

Zodíaco (2007)
Também baseado em fatos reais, o filme conta a história do assassino cujo codinome espalhou o caos à região da baía de San Francisco nos anos 60 e estampou a primeira página do San Francisco Chronicle. O assassino em série mandava cartas criptografadas ao jornal, exigindo que fossem publicadas – as pessoas, obcecadas, tentavam quebrar o código, na esperança que revelasse a identidade do bandido ou quem seria a próxima vítima. Grande parte da ação se passa na redação do jornal, com foco no repórter vivido por Robert Downey Jr. e no cartunista de Jake Gyllenhaal, que mais tarde lançou um livro sobre o tema (que, aliás, gerou o filme), dizendo ter decifrado quem era o criminoso.

Boa Noite e Boa Sorte (2007)
Edward R. Murrow era um âncora de TV no auge da Guerra Fria. Em plenos anos 50, o jornalista desafia o então senador Joseph McCarthy e sua “caça às bruxas”, ou seja, a busca desenfreada por comunistas na América capitalista. Murrow insistia em mostrar os dois lados da história, mas acabou por tornar-se alvo do senador. McCarthy eventualmente caiu, provando que, num mundo ideal, a liberdade de imprensa deve sempre prevalecer. Ótimo trabalho do diretor George Clooney.

Quase Famosos (2000)
O que eu não daria para ser repórter da Rolling Stone aos 15! Essa é a história de William que, em plenos anos 70, viaja o país acompanhando uma banda de rock. O filme nem é tanto sobre o jornalismo, mas sim sobre a curtição do adolescente e a música (riquíssima) naquela época. É dos tempos em que o Cameron Crowe ainda fazia bons filmes.

Frost/Nixon (2008)

O drama relata o período de produção de uma das entrevistas mais marcantes do ex-presidente americano Richard Nixon (Frank Langella), concedida ao apresentador britânico David Frost (Michael Sheen), que, à época, tinha pouca ou nenhuma reputação. Excelente edição e roteiro bem desenvolvido por Peter Morgan, com base em sua peça.

O Preço de uma Verdade (2003)

Stephen Glass (Hayden Christensen) é um jovem jornalista da renomada revista New Republic. Ele está em plena ascensão na carreira quando começam a ser levantadas questões sobre a veracidade de um de seus artigos. É uma boa reflexão sobre se ater aos fatos – mesmo que eles não sejam lá tão interessantes ou rendam uma manchete.

Íntimo e Pessoal (1996)

O sonho de toda jornalista é encontrar um amor que entenda as suas ausências (e quem melhor pra isso que outro jornalista?) e, de quebra, se pareça com Robert Redford. Esta é a história de Jessica Savitch, a primeira mulher a se tornar âncora de telejornal nos Estados Unidos. Ela acaba se apaixonando por seu mentor, e eles vivem uma intensa história de amor. Esse é o lado bonitinho e doce da vida corrida de uma redação.

Top 15: Filmes Românticos

Eu não estou particularmente romântica este ano, mas o Dia dos Namorados está chegando e é inevitável recordar os melhores filmes do gênero – especialmente quando nós, do Cinema de Buteco, estamos fazendo um especial tão supimpa!

Como toda mulher, não resisto uma boa comédia romântica água com açúcar, mas sempre tive uma quedinha pelos filmes mais realistas (como Namorados Para Sempre, que vergonhosamente só estreia essa semana no Brasil), pois mostram a realidade cruel dos relacionamentos. Esse gosto “eclético” se reflete na lista abaixo:

– Encontros e Desencontros: Há pouco amor em Encontros e Desencontros. Mesmo assim, Sofia Coppola consegue costurar uma história teoricamente “parada” em cenas memoráveis e diálogos interessantes. Difícil mesmo é não ter vontade de conhecer Tóquio após assistir o filme.

– Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças: Em meu filme preferido de todos os tempos, Jim Carrey é Joel, um homem que sofre com o fim de seu relacionamento com Clementine (Kate Winslet). Após descobrir que a ex-namorada o apagou da memória com uma revolucionária técnica médica, ele decide fazer o mesmo. É através de suas memórias que descobrimos como Joel e Clementine se conheceram, como se amaram, como passaram a se odiar. Apesar de ser ficção, “Brilho Eterno” pinta uma imagem realista dos relacionamentos, que podem ou não durar para sempre.

– Juno: Ellen Page e Michael Cera vivem um romance nada convencional, em meio à gravidez precoce, famílias loucas e uma trilha sonora cativante. A química dos desajeitados protagonistas e a ótima presença dos coadjuvantes faz com que Juno passe voando. Uma pena.

– Shakespeare Apaixonado: Pode até ser fixação de adolescente – tinha 12 anos quando o filme saiu – mas não só fiquei encantada com Joseph Fiennes, como gravei (lembra do VHS?) e assisti muitas, muitas vezes. Um romance de época divertido e que traz, de quebra, Colin Firth e Ben Affleck. Pra mim, está de bom tamanho.

– Harry e Sally – Feitos Um Para o Outro: Este roteiro de Nora Ephron é, sem dúvidas, um delicioso bate-papo sobre relacionamentos, amadurecimento, amizade e felicidade. Harry e Sally, amigos, demoram a reparar que são perfeitos juntos. Diferentemente da maioria dos casais que vemos no cinema, eles são racionais, cheios de defeitos e carregam consigo uma bagagem emocional de anos de relacionamentos fracassados. Talvez seja essa pitada de realismo que faz desta uma comédia deliciosa.

– Closer – Perto Demais: Foi o primeiro filme que vi que tratava o amor como algo quase sujo, cruel. A imprevisibilidade dá o tom, e você não se sente obrigado a torcer por casal algum, simplesmente porque os personagens são pessoas falhas, imperfeitas e não tentam te cativar. A dureza do filme é, por vezes, difícil de assistir, principalmente considerando que está tão próximo da realidade quanto da ficção.

– Hora de Voltar: O filme que me apresentou The Shins não poderia ficar de fora da lista. Não se trata especificamente de um filme de amor, mas sobre família, amigos e jamais esquecer as raízes. Um drama delicioso e que, ironicamente, traz Natalie Portman em um dos papeis mais divertidos de sua carreira. Quem diria que Zach Braff se sairia tão bem na direção?

– O Amor Não Tira Férias: Quantas comédias românticas têm uma protagonista do naipe de Kate Winslet e, no comando, a aclamada Nancy Meyers? O equilíbrio entre duas tramas paralelas é um ótimo trunfo do filme, que propõe uma verdadeira reflexão sobre mudanças e relacionamentos. Para completar, a trilha ficou a cargo do mestre Hans Zimmer.

– Mens@gem Pra Você: Meg Ryan e Tom Hanks vivem concorrentes nos negócios que, sem saber, se tornam amigos virtuais. Com Nova York como plano de fundo, esta é uma deliciosa comédia romântica da renomada diretora Nora Ephron. Os protagonistas repetem a química vista em “Sintonia de Amor”, da mesma diretora.

– 500 Dias Com Ela: Poucos jovens atores são tão adoravelmente talentosos quanto Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt. Eles protagonizam uma história de amor espontânea e imprevisível que te faz torcer pelo final feliz, mas sem saber o que esperar. Junte a isso uma deliciosa trilha, e não há como não se apaixonar por 500 Dias Com Ela.

– Como Perder Um Homem em 10 Dias: A química inquestionável entre Matthew McConaughey e Kate Hudson faz desta comédia diversão garantida. Brincando com relacionamentos, é impossível não dar risadas com o “falso casal”. Mesmo seguindo o velho formato das comédias românticas, a trama consegue prender e cativar.

– Antes do Amanhecer: Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy) se conhecem em uma viagem de trem na Europa. A conversa entre eles estava tão boa que ele a convence a descer em Viena (ao invés de em Paris, como planejava). Os dois passam o dia sem dinheiro, caminhando pelas ruas da capital austríaca, conversando sobre vida, morte e relacionamentos. Vale também assistir a sequência, “Antes do Pôr-do-Sol” (2004).

– Apenas Uma Vez: Um músico de rua (Glen Hansard) e uma imigrante tcheca na Irlanda (Markéta Irglová) se conhecem e acabam descobrindo um interesse em comum: a música. Eles logo começam a colaborar e compor juntos, e daí nasce um belo relacionamento e lindas canções de amor. Impossível assistir e não se apaixonar pelo filme e pela trilha sonora.

– Orgulho e Preconceito: A já clássica história de Elizabeth Bennet (Keira Knightley) e Mr. Darcy (Matthew Macfadyen), adaptada mais uma vez para o cinema da obra de Jane Austen, a rainha dos romances de época. Ela, uma moça solteira de família pobre; ele, um jovem abastado que se muda para a região. Da antipatia de um pelo outro surge uma das mais belas história de amor já contadas. Um prato cheio para quem gosta de clássicos.

– Simplesmente Amor: Uma mulher apaixonada pelo colega de trabalho, o músico que tenta desesperadamente voltar às paradas de sucesso, o casal que passa por uma crise conjugal, o homem enlutado pelo fim de um relacionamento: ‘Simplesmente Amor’ é uma variedade de histórias paralelas que se cruzam durante o período que antecede o Natal em Londres. Uma deliciosa crônica sobre o amor, em suas mais variadas formas, e sobre como ele aparece e vai embora quando menos se espera.

→ E para vocês, qual o filme mais romântico?

Aos apaixonados, um feliz Dia dos Namorados!

Bon Jovi: as melhores músicas

É hoje o show que eu prometi a mim mesma não perder. Bon Jovi, uma das bandas que mais marcaram minha adolescência, se apresenta hoje na Apoteose para dezenas de milhares de pessoas sortudas.

Vou perder. Quando finalmente resolvi a “parte técnica” (também conhecida como “verba da mamãe”) da compra, os ingressos haviam se esgotado. E, como parte do meu bom e velho ritual de perder shows, tenho ouvido bastante minhas músicas preferidas da banda, que acabaram motivando esse post. Relembre abaixo alguns dos grandes sucessos dos meninos de New Jersey – e outros nem tão grandes assim.

10. You Give Love a Bad Name

Auge dos cabelos compridos e dos clipes bregas. Mas a música continua fazendo plateias pularem mundo afora.


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Twitter: menos banal que você imagina

Que o Twitter se estabeleceu como rede social, ninguém duvida. Compreenda, goste, utilize ou não, é fato que a ferramenta já mudou a forma como interagimos, nos informamos e informamos outras pessoas. Não pretendo, porém, explorar as ramificações sociais do Twitter na vida do internauta ou coisa do tipo – esse é um papo pras aulas de Comunicação e Novas Tecnologias.

No entanto, justamente pelo fato de se tratar de uma rede que ainda não fisgou a maioria dos brasileiros, ainda há quem ache que se twitam apenas banalidades. Embora  haja usuários que ainda acreditam que esse é seu único propósito, é seguro dizer que a fase de “microdiário” foi superada. Tanto que muita gente inteligente e de renome entrou para a rede e interage com os fãs-seguidores.

O site está longe de ser um ambiente virtual cabeça – prova disso é o fenômeno de Orkutização do Twitter. Mas, além de uma galera muito esperta (já indiquei alguns aqui), o microblog conta ainda com um pesado time de verdadeiros gênios – alguns deles, já falecidos. São leitores fieis que acreditam que 140 caracteres de Mário Quintana podem realmente alegrar o dia do seguidor. Assim, frases famosas de alguns dos mais célebres escritores levam um pouquinho de profundidade à já tão corriqueira timeline. Confira alguns abaixo:

LITERATURA BRASILEIRA

  • MACHADO DE ASSIS (Siga) » “Matamos o tempo; o tempo nos enterra.”
  • CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (Siga) » “Por que chora o homem? Que choro compensa o mal de ser homem?”
  • ADÉLIA PRADO (Siga) » “Eu não quero morrer. Quero amar sem limites, e perdoar a ponto de esquecer-me.”
  • CLARICE LISPECTOR (Siga) » “O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo.”
  • PAULO LEMINSKI (Siga) » “A vida é demais para os poetas. / Sobretudo para os melhores.”
  • MÁRIO QUINTANA (Siga) » “No mesmo rio não se coloca o mesmo pé duas vezes, pois o rio já não é o mesmo e você já não é o mesmo.”
  • CECÍLIA MEIRELES (Siga) » “Eu deixo aroma até nos meus espinhos.”
  • FERREIRA GULLAR (Siga) » “Acho que mais me imagino do que sou, ou o que sou não cabe no que consigo ser.”
  • GUIMARÃES ROSA (Siga) » “Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data.”
  • LUIS FERNANDO VERISSIMO (Siga) » “Não sei se vai dar para cobrir a Copa de 2014. Ela se realizará num país que, nos próximos quatro anos, ficará cada vez mais longínquo.”

LITERATURA ESTRANGEIRA

  • WILLIAM SHAKESPEARE (Siga) » “Eu não acredito mais em destino. Destino é apenas uma desculpa para deixar as coisas acontecerem, ao invés de fazê-las acontecer.”
  • FERNANDO PESSOA (Siga) » “Sinto frio n’alma; não sei com que me agasalhar. Para o frio da alma não há manto nem capa, quem o sente não se esquece.”
  • VIRGINIA WOOLF (Siga) » “Toda sociedade é uma tentativa de apreender e influenciar e coagir cada pensamento, tão logo surge, e forçá-lo a ceder a um outro.”
  • CHUCK PALAHNIUK (Siga) » “The one you love and the one who loves you are never, ever the same person.” (Este está mesmo no Twitter!)

Agora você tem argumento contra quem acha que o Twitter só tem bobagens. Só não vale deixar de ler os livros por causa dos tweets, hein?

Músicas que marcaram minha adolescência

Nasci em 1987. Madonna e Michael Jackson já eram astros, mas alguns anos depois, quando eu entrava na adolescência, a tendência musical era outra: o pop das boy bands. Não tenho vergonha de dizer: tenho os cinco primeiros CDs dos Backstreet Boys, os dois primeiros do ‘N Sync, do Five e do Westlife e um do Hanson. Todos originais. Antes disso, eu ouvia É o Tchan e Chiquititas, então você há de admitir: houve uma melhora significativa.

A lista abaixo embalou a minha adolescência – nem conto Jason Mraz e Jack Johnson, por exemplo, que simbolizam o período em que comecei a abrir meus ouvidos para identificar o que gostava de ouvir. As músicas a seguir não são necessariamente as minhas favoritas, mas são aquelas que, se ouvir hoje, saberei cantar, letra por letra.

10. MADONNA | MATERIAL GIRL

Foi por volta dos 10 anos que descobri Madonna. Adorava seus clipes, suas roupas, sua atitude de ‘I-don’t-give-a-damn’. Se tinha um clipe que adorava assistir era o de Material Girl. Eu nem tinha nascido quando a música foi lançada, em 85, mas eu achava o máximo. Hoje é tudo muito brega, mas eu adorava ver Madge cantando e dançando entre tantos admiradores.

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