Liefmans Fruitesse: cerveja com frutas vermelhas

liefmans fruitesse

Eu não sou a pessoa mais apaixonada por cerveja do mundo. Nada contra, só prefiro beber coisas que realmente acho saborosas, e muitas cervejas não entram nessa categoria pra mim. Mas, morando em Petrópolis, é quase impossível não ser absorvida pela cultura cervejeira da cidade. Só o bairro onde moro tem três cervejarias, uma delas bem grande – a Cidade Imperial – e a primeira fábrica da bebida a ser inaugurada no país fica só a uma caminhada de 15 minutos: a Bohemia.

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Foi em eventos na Bohemia que percebi que, assim como meu queridinho vinho, também dá para harmonizar a cerveja com um acompanhamento perfeito. Aí que começamos a explorar alguns rótulos aqui em casa, só pra não sermos mais tão ignorantes no assunto e sabermos do que gostamos ou não. Uma ou duas vezes ao mês, nos permitimos o luxinho de escolher no supermercado algo que nunca tomamos. Acabamos descobrindo a Liefmans Fruitesse On The Rocks, uma cerveja belga que é mesclada com cinco tipos de frutas vermelhas. Isso significa que além da água, do malte de cevada, do lúpulo e das leveduras, ela ainda leva cerejas e suco de morango, framboesa, mirtilo e sabugueiro.

O resultado é: não tem gosto e nem cheiro de cerveja, aquele clássico da Skol. Quem curte as mais amargas, por exemplo, não vai gostar nem um pouco. Mas acho que esse é meio que o objetivo de uma fruitbeer: o de proporcionar novos sabores e experiências olfativas dentro do universo da cerveja. Ou seja, deram uma gourmetizada básica na cervejinha, e isso é ótimo.

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Não pelo preço, claro. Essa tem só 250 ml e custa cerca de R$12 no mercado. Pode não ser das mais caras, mas também não é das mais baratas. Porém, acho que ampliar o leque de opções dentro da bebida só tem a acrescentar e talvez até ajudar a trazer novos consumidores. Você é obrigado a só beber cerveja frutada belga na balada? Não, mas se quiser, é muito legal saber que há essa opção.

Acho que o vinho sempre foi a bebida símbolo de status e sofisticação, e é até compreensível, pelo requinte que foi construído em torno dele desde sempre. A cerveja está passando por esse processo há relativamente pouco tempo no Brasil, e o resultado é que parece movimentar mais esse mercado e colocar mais gente pra fazer a própria bebida em casa, até vender e se profissionalizar.

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A Liefmans é saborosa, cheirosa e funciona mais ou menos como um drink. Isso porque você deve servi-la com gelo, o que deixa a cerveja ainda mais bonita no copo. O teor alcoólico é cerca de 1/3 do de um vinho seco, por exemplo – só 3,8% -, então não, não dá nem pra ficar zonza. É ideal para quem quer algo mais adocicado ou que está começando a explorar bebidas em geral.

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Eu, que sou novata nessa coisa toda, nunca havia provado uma fruitbeer – Kaiser Radler conta? -, então fiquei positivamente impressionada com essa “novidade”. Provavelmente nunca serei uma entendida do assunto, e nem é esse o objetivo, mas acho que mais do que saber a função do lúpulo na bebida ou diferenciar uma pale ale de uma stout, o importante é gostar do que se bebe e se divertir.

Cheers.

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