Eu não odeio Game of Thrones (mais)

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Comecei a assistir Game of Thrones no ano passado, por causa do meu noivo. E, bem, do mundo todo. Queria entender o motivo de tanta gente acompanhar a série, fazer live tweeting dos episódios e gravar até aqueles vídeos de reação às cenas mais chocantes.

Pois achei fraco. As intrigas políticas e românticas não me interessaram de cara e tudo pareceu mais uma desculpa para cenas de sexo (afinal, não é TV, é HBO).

Abandonei após o fim da primeira temporada e não olhei pra trás. Pelo menos até abril, quando começou todo o bafafá de novo, por causa da quarta temporada. Estava em Buenos Aires nessa época e os outdoors eram basicamente um revesamento do Tyrion, do Papa Francisco e do Messi. Não tinha como fugir, e a curiosidade voltou a me incomodar. Será que eu ainda não tinha chegado na parte boa que fez todo mundo se viciar (apesar de que em 10 episódios dá mais do que tempo de cativar o espectador)?

Parece que foi esse o problema. Enquanto o Daniel surtava junto com o mundo, que assistia a quarta temporada, eu retomei os episódios ainda na segunda. E, lá pelo final dessa leva de capítulos, eu já estava querendo saber o que seria do Kingslayer, da pobre coitada da Arya, do rei FDP, do gordinho da muralha e da rainha manipuladora.

Mas Game of Thrones continua sendo uma série que não tem nada a ver comigo. Não costumo gostar de histórias de época (a não ser os romances melosos), mas logo ficou claro que a série é muito mais do que isso – até porque a parte de “época” é compensada com uma produção em nível inimaginável pra TV.

É jogo de intrigas que mostra o pior e o melhor em cada um dos seus trocentos personagens. Ninguém é completamente bonzinho ou um vilão canalha. É esse não saber quem é a lebre e quem é a ovelha que dá o clima de “tudo pode acontecer”, inclusive a morte bizarra de um ou outro protagonista ao longo do caminho. E ao mesmo tempo em que objetifica mulheres (provavelmente uma consequência da sociedade em que a história se passa), apresenta personagens femininas fortes e que se recusam a ficar nas laterais olhando enquanto a história acontece.

Ou seja, ano que vem, tamo junto pra quinta temporada.

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4 comentários sobre “Eu não odeio Game of Thrones (mais)

  1. Senti o mesmo! A primeira não me empolgou… mas um pouco antes da estreia da quarta, assisti uma parte da maratona da terceira e adorei! Assisti a quarta em tempo real e foi foda! 😀
    Ou seja, agora tenho que voltar e assistir tudo direito… rs

    • Olha, continuo achando a primeira temporada um saco! Mas lá pela metade da segunda melhora bem e você vai direto! Depois me conta se gosta 🙂

      Ah, tinha que ter tirado uma foto dos billboards! haha Não tinha como escapar do Tyrion, não! 😛

  2. caroline disse:

    apesar de achar a serie bem construida e original eu… n curtir pq sei la… n combina cmg e n curto estes tipos de serie. mas devo admitir q ela e foda

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