5 motivos para você acompanhar basquete agora

act_joakim_noahO fanatismo pelo Flamengo na minha casa me afastou do futebol, mas do basquete sempre gostei. A família tinha um amigo que tinha o Michael Jordan em um pôster em seu quarto e eu sempre tive curiosidade pelo esporte. A prática eu descobri, nas aulas de educação física, não ser muito a minha praia. Mas acompanhar os jogos pela TV se mostrou bastante divertido – pena que na época, há mais de 10 anos, passavam tão poucos, mesmo nos canais por assinatura, e sempre em inglês.

Acabei deixando pra lá. Voltei a prestar atenção no basquete no ano passado, quando o Chicago Bulls de Michael Jordan – e hoje de Derrick Rose (ou será de Joakim Noah?) – veio ao Rio de Janeiro jogar contra o Washington Wizards como parte da tour dos Global Games da NBA. Aproveitei uma promoção marota que consegui por um convênio da faculdade e fui presenciar aquele espetáculo com meu menino, o Daniel. E foi mesmo um espetáculo. Não só pelo jogo apertado – que ficou em 83 a 82, com vitória dos touros -, mas pelo Dia do Fã, para o qual fomos convidados, pelos mascotes e líderes de torcida e câmeras do beijo e bazucas que atiravam camisetas para as arquibancadas e a ovação a alguns dos maiores nomes do basquete, com direito a aplausos emocionantes para o nosso Oscar.

Foi bonito de ver. E não sei se é porque agora estamos prestando atenção ou se foi um efeito da NBA no Brasil, mas o basquete começa a ganhar mais e mais espaço no país. Não só a liga americana está investindo pesado por aqui, com mais um jogo prometido para o final do ano, site e redes sociais completamente voltados para os torcedores brasileiros, mas é só sair na rua para ver pessoas com camisetas do Bulls, Heat, Lakers, Spurs e outros tantos times de ponta. Não bastasse isso, o canal Space está transmitindo alguns dos principais jogos em HD e e esses dias até encontrei três partidas simultâneas passando na TV fechada – um da NBB, um da NBA e outro da liga universitária americana.

Aproveitando esse bom momento do basquete no Brasil, compartilho com vocês os motivos porque me aproximei cada vez mais desse esporte que, apesar de pouco popular por aqui, é muito divertido de acompanhar:

1) O campeonato da NBA está a todo vapor e prestes a entrar nos playoffs, a pós-temporada.

Com a disputa bastante acirrada, os jogos estão cada vez mais tensos e com resultados surpreendentes. Um exemplo do meu time, o Chicago Bulls: no começo da temporada, depositava as esperanças em Derrick Rose, que voltava de uma lesão. Logo nos primeiros jogos, Rose se machucou de novo e agora é Joakim Noah quem surge como destaque, não só pontuando e indo muito além de sua posição, como unindo o time e levando o Bulls à fase seguinte, o que no começo da temporada era impensável. Agora é o momento bom, em que as posições realmente se definem para o desfecho triunfal do campeonato.

2) Tem basquete passando na TV.

Como disse, o Space está liderando esse movimento, transmitindo pelo menos os principais jogos. Mas a página da NBA no Brasil informa todos os que vão passar, inclusive em outros canais também. Sem falar no streaming maroto e oficial, em HD, que de vez em quando rola, de graça.

3) O trabalho de mídia da NBA é espetacular.

Dá pra acompanhar tudo por Facebook, quase um play-by-play pelo Twitter, saber das novidades no Instagram, todas as estatísticas possíveis nos aplicativos para celular e tablet, e ainda ver os principais momentos depois dos jogos no YouTube e comprar camisas e outros acessórios em real. Se um dia já foi complicado acompanhar basquete, hoje não é mais.

4) Está chegando o final do NBB masculino. E o mundial de basquete.

É o Novo Basquete Brasileiro, que com todas as suas dificuldades, está conseguindo ganhar um pouquinho mais de fôlego. A final do NBB, que acontece em maio, provavelmente será transmitida pelo menos nos canais por assinatura, já que é o ponto alto do campeonato nacional. Já no mundial, dessa vez realizado na Espanha, é a chance de ver os melhores de cada país se enfrentando em quadra. Não é nenhuma Copa do Mundo da Fifa, mas o Brasil estará lá lutando pelo título. Não custa nada ficar na torcida!

5) É um esporte ágil, excitante e divertido.

Não é preciso estar na quadra vendo os mascotes dançando com as cheerleaders enquanto fazem o público gritar “defense!” para curtir uma partida de basquete. O placar está em constante movimento, as jogadas têm 24 segundos para acontecer e os tempos são quatro, de 12 minutos cada um. Isso não significa que os jogos não tenham três horas de duração (e geralmente têm mesmo), mas nada disso é sentido pelo espectador ou pela torcida. Os tempos técnicos – são MUITOS! – geralmente são bem aproveitados pelos comentaristas e pelo entretenimento ali mesmo, na arena. E apesar de tantos pontos rolando a torto e a direito, o jogo é na maioria das vezes emocionante do começo ao fim, em que cada ponto é muito importante para decidir o resultado daquela partida.

Toda a atenção dada ao Super Bowl provou que cada vez mais o brasileiro presta atenção a outros esportes, além do futebol. Parece que não só estamos mais atentos e receptivos ao basquete, como os líderes nesse segmento investem mais em cativar seu público – seja vindo dos Estados Unidos para jogar aqui, seja transmitindo jogos pela internet. É um novo tempo para o basquete, e é muito empolgante para quem gosta do esporte.

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