Oscar: aqui vamos nós!

E saíram as indicações ao Oscar! Todo mundo já viu, eu sei. Mas isso ajuda a reconfigurar as prioridades da watchlist a partir de agora nessa Temporada de Premiações.  Não que há grandes novidades, mas a diferença do Oscar em relação a um Globo de Ouro da vida é que há uma série de categorias técnicas, e pra quem não se liga muito em efeitos visuais, por exemplo, pode ser que haja uma boa atualização a ser feita.

Independente disso, continuei a caminhada rumo aos filmes mais comentados da temporada de premiações – além de rever “Simplesmente feliz” (continuo adorando!), e finalmente conseguir ver “A vida secreta de Walter Mitty” e “The World’s End”. Dos indicados, assisti:

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Inside Llewyn Davis

Adoro os irmãos Coen. Mas não foi por isso que quis ver Llewyn. Foi toda a aura do Greenwich Village dos anos 60 que me fez lembrar da delícia que foi ler No Direction Home, em que Robert Shelton conta como “descobriu” Bob Dylan abrindo um show na McDougal Street. Mas há quem diga que o filme dos Coen foi inspirado na história de outro cantor daquela época, Dave Van Ronk, que eu não conheço bem o suficiente para reconhecer ali, entre a paleta de cores que lembra Freewhilin’ Bob Dylan e a própria história de morador dos sofás dos amigos que o Dylan vivenciou quando chegou a Nova York. Independente disso, o filme tem belos momentos. Parte deles por conta da linda fotografia, outra parte pelas músicas bonitas. Tem um gostinho de Peter, Paul and Mary, Albert Grossman (agente do Bob) e outros personagens daquela época. Mas nada disso basta: Inside Llewyn Davis não tem história, só personagem. Ele vai de favor em favor, em uma jornada que gera pouca empatia simplesmente porque na maior parte do tempo é um grande babaca, sem qualquer motivo aparente. E aí a presença de John Goodman no filme me lembra que eu gosto muito mais dos irmãos Coen de O grande Lebowski.

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Ernest e Celestine

Animação mais linda do ano. Adorei Frozen tanto quanto todo mundo, mas o filme francês consegue ir além em emoção e divertimento sem recorrer a um 3D classudo. Ernest e Celestine teve a coragem de fazer um filme só com aquarelas para um público que está cada vez mais acostumado com coisas jogadas da tela na sua cara. Por si só, já vale assistir.

The Act of Killing Film Dogwoof Documentary

The act of killing

Uma experiência surreal como eu nunca vi no cinema. Com um misto de horror e humor, o documentário reconta a história do passado sombrio da Indonésia, quando grupos paramilitares exterminavam as ameaças ao governo – em sua maioria, comunistas. São esses mesmos assassinos que recriam os cenários das mortes que causaram com status de mafiosos dentro de uma sociedade em que muito pouco mudou. Para os brasileiros, a carapuça serve em muitos momentos e nos faz questionar os nossos próprios heróis.

EXCLUSIVE: Matthew McConaughey and Jared Leto film scenes together for The Dallas Buyers Club in New Orleans.

Clube de Compras de Dallas

Esse não é o primeiro filme sobre AIDS, e certamente não será o último. Mas a grande sacada do longa que catapultou Matthew McConaughey a favorito ao Oscar é contar a história de Ron Woodrow, soropositivo que sai dos caminhos convencionais quando é diagnosticado e as drogas aceitas pela FDA não chegam a ele e tantos outros pacientes. É aí que ele começa a pesquisar e realizar tratamentos experimentais no México, trazendo muitas drogas para o Texas e começando uma verdadeira batalha com o governo. O filme segue um ritmo excelente até o final, quando dá uma leve acelerada, mas cativa de cara com um personagem em muitos momentos moralmente ambíguo que capta sua atenção até o fim.

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A garota que roubava livros

Não gostei do livro, que abandonei na metade. O fato de não esperar nada de A garota que roubava livros pode ter ajudado a simpatizar de cara com Liesel Meminger, a garotinha que vai parar em uma família não muito calorosa na Alemanha pré-Segunda Guerra Mundial. Apesar de arrancar lágrimas, o filme cai em todas as breguices que uma produção “de guerra” pode ter, e acaba sendo uma experiência muito pouco marcante – apesar de que todo mundo quer que você pense que é, ao menos pela trilha nada memorável de John Williams.

E a lista dos filmes indicados nas principais categorias (filme, atores, atores coadjuvantes, animação longa, fotografia, figurino, direção, documentário longa, edição, filme estrangeiro, maquiagem e cabelo, trilha sonora original, canção original, design de produção, edição de som, mixagem de som, efeitos visuais, roteiros originais e adaptados) ficou assim:

  1. The act of killing
  2. All is lost
  3. American Hustle
  4. August: Osage County
  5. Before Midnight
  6. Blue Jasmine
  7. The book thief
  8. The Broken Circle Breakdown
  9. Capitain Phillips
  10. The Croods
  11. Cutie and the boxer
  12. Dallas Buyers Club
  13. Despicable Me 2
  14. Dirty wars
  15. Ernest & Celestine
  16. Frozen
  17. The grandmaster
  18. Gravity
  19. The great beauty
  20. The great Gatsby
  21. Her
  22. The Hobbit: The Desolation of Smaug
  23. The Hunt
  24. Inside Llewyn Davis
  25. The invisible woman
  26. Iron Man 3
  27. Lone Survivor
  28. Mandela: Long walk to freedom
  29. The missing picture
  30. Nebraska
  31. Omar
  32. Philomena
  33. Prisoners
  34. Saving Mr. Banks
  35. The Square
  36. Star Trek Into Darkness
  37. 12 years a slave
  38. 20 feet from stardom
  39. The wind rises
  40. The wolf of Wall Street
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