Temporada de Premiações: começou!

Adoro premiações! Sejam de música ou de cinema, elas me fazem perder horas em frente à TV, do tapete vermelho ao último prêmio. Elas são competitivas, divertidas (ok, nem sempre) e a gente aprende algo – nem que seja quem morreu no último ano.

Os prêmios de cinema são os que mais gosto, porque são uma competição por excelência. Pro Oscar, rola até campanha por parte dos estúdios e até dos atores e diretores. Todo mundo quer uma fatia do bolo, e ainda assim no fim das contas um azarão pode acabar levando a estatueta – o que pode ser tanto emocionante quanto revoltante (estou falando com você, Crash).

84th Academy Awards, Kimmel Remote

Pois esse ano foi dada a largada. Começam com os prêmios voltados para o cinema indieGotham e Independent Spirit Awards, entre outros. Com o anúncio do SAG Awards (o prêmio do sindicato dos atores), tudo fica mais sério, e Globo de Ouro e Oscar vêm logo em seguida. Para dois desses prêmios já foram anunciados os indicados, restando apenas o grande anúncio da Academia, marcado para o dia 16 de janeiro.

Até lá, muita coisa pode acontecer. Por isso, começo a minha Maratona Anual Pré-Award Season com o anúncio dos Globos, que são uma das melhores formas de se prever quem vai entrar no Oscar. Vou compartilhar com vocês o que já deu pra sentir dos primeiros filmes – e, na medida em que for assistindo, as impressões sobre os demais.

Os filmes indicados ao Globo de Ouro estão aqui. A minha lista selecionada inclui todos os que não assisti. São eles:

12 years a slave
Dallas Buyers Club
Capitão Phillips (Captain Phillips)
All is Lost
Rush: No limite da emoção (Rush)
Philomena
Trapaça (American Hustle)
Ela (Her)
Inside Llewyn Davis – Balada de um homem comum (Inside Llewyn Davis)
Nebraska
O lobo de Wall Street (Wolf of Wall Street)
Mandela: Long Walk to Freedom
Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks)
Refém da Paixão (Labor Day)
Álbum de Família (August: Osage County)
Frozen – Uma aventura congelante (Frozen)
Os croods
Azul é a cor mais quente (La vie d’Adèle)

Outros filmes não estão na lista porque pertencem a categorias que não sejam filme/ator/atriz/diretor/roteiro ou porque eu já os tenha assistido. Aliás, já vi estes:

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Blue Jasmine: O retorno de Woody Allen à sua boa forma com uma história meio tragicômica da coitada da Jasmine, interpretada com muita competência por Cate Blanchett. Engraçado nos momentos certos, Woody consegue construir uma personagem feminina com toda a profundidade que merece – e cercada por um ótimo elenco. Foi certamente muito melhor que Para Roma com Amor. Eu e Daniel, o sr. meu namorado, comentamos sobre o filme lá no podcast do Cinema de Buteco.

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Gravidade: Tenso e cativante ao mesmo tempo, o novo longa de Alfonso Cuarón é um trabalho de mestre. Direção de atores certeira, efeitos visuais e de som impressionantes e uma imersão completa em uma situação que dura o tempo do filme: 1h30. Considerando que ele conseguiu isso com apenas dois atores em cena a maior parte do tempo, pouquíssimo diálogo e ainda assim criar empatia com quem assiste, Gravidade é um verdadeiro feito e um lembrete do poder do cinema em sua forma mais simples, mesmo que tenha uma mãozinha da tecnologia. Veja em IMAX 3D, se puder!

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À Procura do Amor: Esse título nacional tenebroso dá a entender que o novo filme da Nicole Holofcener (uma das minhas cineastas favoritas!) é uma comédia romântica bobinha. Não se deixe enganar. A história da Elaine Eva e do Tony Soprano Albert é divertida e cheia de diálogos rápidos e de uma vivacidade e pé no chão que poucos diretores conseguem atingir. E a melhor parte é que eles são como o público que os assiste: os primeiros beijos são estranhos, os cabelos são ocasionalmente bagunçados e, bem, digamos que o James Gandolfini nunca foi lá um galã. Vale para ver a última performance do cara que ajudou a mudar o caminho da TV e uma das melhores da carreira de uma atriz que cada vez mais mostra um alcance maior.

THE BUTLER

O mordomo da Casa Branca: Esperava mais de um filme cujo título traz também o nome do diretor: Lee Daniels’ The Butler. Foi bastante presunçoso para um realizador sem grandes marcas de personalidade. Como em Preciosa, Daniels tenta abordar a questão racial nos Estados Unidos, dessa vez de uma perspectiva histórica, apenas para acabar com um filme que depende em demasia de suas boas performances: Forrest Whitaker e, ainda melhor, Oprah Winfrey. A história é boa, mas dá a impressão de um daqueles filmes que sua professora de História passava na aula. Tem seu lugar, mas talvez não no Oscar.

THE HOBBIT: THE DESOLATION OF SMAUG

O Hobbit – A desolação de Smaug: Digo apenas que: gostei. Pra quem não se dá com o estilo do Peter Jackson (e não foi por falta de tentar!), isso diz muito. Grande parte disso se deve ao Martin Freeman, que é um ator carismático e com uma presença de tela legal. Também curti o dragão com a voz inconfundível do Benedict Cumberbatch.

Obrigada aos meus companheiros guerreiros: minha mãe linda, que me faz assistir o Oscar com comentários do Rubens Ewald Filho, e ao meu lindo namorado e parceiro de vida, Daniel, que topou o desafio e vai até assistir o red carpet comigo. Só o amor, gente. Só o amor.

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