As melhores séries de 2012

Esta lista será totalmente parcial e limitada às séries que eu assisto, por motivos de: não tenho tempo pra ver todas as séries do mundo e nem sou paga pra isso (emprego dos sonhos nº 3).

De uns tempos pra cá, a safra de séries de TV realmente muito boas é cada vez maior. Não faz muito tempo que o negócio era ver Sopranos, The Wire, 24 Horas ou Lost. Agora você tem que escolher entre as pelo menos 10 séries incríveis que habitam o maravilhoso mundo da televisão.

Tanto que não dá pra fazer um ranking. Simplesmente não consigo escolher uma preferida entre a primeira metade da quinta temporada de Breaking Bad e a segunda de Homeland, por exemplo. Assim como não dá pra apontar o que é mais decepcionante: as mesmas piadas em The Big Bang Theory ou lenga-lenga do Dexter.

Eis o que eu consegui acompanhar de melhor em 2012:

homeland

Homeland

Admito que só comecei a assistir Homeland depois da série levar todos os prêmios possíveis. Esses fenômenos sempre me intrigam, e foi por mesmo motivo que me rendi a Mad Men e Breaking Bad. De cara, gostei de Homeland, mas ainda não entendia o motivo de tanto estardalhaço. Até que a ação ganhou fôlego e culminou em uma segunda temporada brilhante e irrepreensível – a não ser pela historinha adolescente da filha do Brody, aquela que fica franzindo a testa pra tudo. Nos livramos de personagens chatos, os pares se alinharam e o gancho para o ano que vem é bastante animador. Tá aí uma série que amadureceu bem. E ainda teve o Rupert Friend. Nada mal.

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Breaking Bad 

Breaking Bad é a melhor coisa que aconteceu à TV desde The Sopranos. É uma série coesa, brilhante e que só melhora com o tempo. É um estudo de personagem e um drama intrigante sobre os limites humanos – o fato de ter drogas e armas é só um tempero.

Nessa mesma linha, Walter White é também o personagem melhor construído dos últimos anos. Não só porque ele se encaixa no perfil de personagem falho que tem feito tanto sucesso, mas porque Bryan Cranston o interpreta no tom exato para te deixar suficientemente intrigado para saber até onde exatamente ele está disposto a ir. O fato de ter ido para o lado negro da força pode até depor contra o sujeito e fazê-lo torcer pra que ele se dê mal no fim das contas, mas você sabe que não o odeia. Ele é um homem em uma jornada e você quer ir junto.

Na quinta temporada, já começamos a ver o desfecho dessa história. O cliffhanger entre a primeira e a segunda partes foi tão bom que aposto que todo mundo já se pegou imaginando que fim terão os White e Jesse Pinkman, outro personagem incrível nas mãos de Aaron Paul.

E, quando todo o drama, o suspense e as brigas já passaram, ficam as belas paisagens do New Mexico, na melhor fotografia da TV. Mais um motivo porque Breaking Bad fará tanta falta ano que vem.

girls

Girls

Lena Dunham está sendo chamada de gênio. Há quem diga que é exagero, e eu não conheço bem seu trabalho como ensaísta para poder julgar, mas se há algo que não pode ser negado é que ela é uma importante voz de sua geração.

A Hannah, sua personagem em Girls, diz isso quando tenta convencer os pais a sustentá-la para que ela possa continuar no quarto tuitando e escrevendo no diário, com a pretensão de ser uma escritora. A Hannah pode nem ser tão autobiográfica quanto se imagina, mas Dunham acertou em cheio quando atacou o grande filão da geração Y.

O que faz de Girls um sucesso é que ela fala com seu público: garotas de 20 e poucos anos que estão tentando encontrar algum sentido na vida (como essa que vos fala). A melhor parte é que a série lida com questões como aborto, DSTs, assédio sexual, amizade, primeiro emprego e namorados de forma tão bem humorada que você até se esquece que este é, na verdade, um drama sobre a quarter life crisis. Seria cômico, se não fosse trágico.

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Mad Men

Mad Men é sutil. Parece ser sobre publicitários que bebem, fumam e flertam o dia inteiro, mas é muito mais que isso. Esse ano, por exemplo, foram colocadas em pauta questões sociais relevantes até hoje, como o papel da mulher na sociedade e racismo, the Matt Weiner way: on the rocks e ao som dos Beatles.

Essa é uma série em que os personagens evoluem. É por isso que, cinco anos após sua estreia e quando você menos espera, ela continua a surpreender.

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The Newsroom

Eu não sou da geração The West Wing (nessa época, assistia reprises de Seinfeld e Married With Children), mas sabia o que significava a estreia de uma nova série do Aaron Sorkin quando The Newsroom foi anunciada. Após assistir o trailer, decidi que iria aproveitar aquela oportunidade de ver o Jeff Daniels sendo jornalista e salvando o mundo toda semana.

Como não era fãzoca do Sorkin, não tinha grandes expectativas, por isso não me decepcionei. Entendo quem não achou a série lá isso tudo, mas eu gostei bastante de cada um dos 10 episódios pelo simples motivo de que todos levantavam questões éticas importantíssimas para o exercício do jornalismo diário. A série só perdia pontos quando se voltava para a própria redação, transformando os âncoras e produtores em personagens ora pobres, ora infantis demais. Mas ainda assim, The Newsroom teve bons momentos e alguns dos melhores diálogos da TV no ano passado.

Gostaria de ter assistido: Boardwalk Empire, Downton Abbey, Community, Veep

Menção honrosa: The Wire, que comecei a assistir só agora. Te amo, HBO.

E você? Que séries legais viu no ano passado?

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5 comentários sobre “As melhores séries de 2012

    • Oi, Ricardo! Pois é, não assisto Fringe… Acho que não é muito o meu perfil hehe
      Mas tente assistir The Wire ou ao menos Mad Men. São séries excelentes. Ainda não desisti de Boardwalk Empire, quem sabe em breve não consigo assisti-la?
      Obrigada pela visita e pelo comentário!

  1. Então, pensava o mesmo sobre Fringe, porque nunca gostei muito de ficção científica. Mas, na verdade, a série é sobre amor e o relacionamento entre pais e filhos. O problema, que faz muitos desistirem, é que demora a engrenar, só pelo meio da primeira temporada. Mas vale insistir!

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