Duas semanas, dois shows

– Noel Gallagher, Vivo Rio, 03/05/2012

Nunca fui fanática, mas sempre gostei de Oasis. Saber que teria companhia e carona foi o empurrãozinho necessário para eu finalmente comprar o ingresso e ver Noel Gallagher em sua passagem pelo Rio.  Seria a primeira vez dele no país sem o irmão Liam, o que só fazia aumentar o meu interesse – afinal, o disco solo de Noel era bem melhor do que o que o Beady Eye, do Liam, apresentou ano passado no Planeta Terra. Para completar, o repertório incluiria algumas das melhores canções do Oasis.

Portanto, não foi nenhuma surpresa quando Noel e seus High Flying Birds começaram a noite com (It’s good to) be free, seguida de Mucky Fingers. Do disco lançado no ano passado, quase nenhuma ficou de fora: teve Everybody’s On The Run, Dream On, What a Life, Broken Arrow e os singles If I Had a Gun e The Death of You and Me. Às canções solo de Noel, foram somadas Supersonic, Freaky Teeth e, já no bis, Little By Little e Don’t Look Back in Anger, em um final apoteótico.

A participação do  público foi intensa, como sempre é no Rio de Janeiro. Noel gostou do público, que demonstrou seu carinho através de cartazes, pedidos de músicas (que ele se esforçava para entender – e depois ignorar) e até vestindo a camisa do seu time de futebol, o Manchester City. A fama de marrento dos Gallagher não é de todo injusta, mas essa metade do Oasis estava certamente de bom humor, interagindo com o público e agradecendo o boas-vindas caloroso. Ele se despediu dizendo “I’ll be back”. Certamente, quem esteve no Vivo Rio naquela quinta-feira, também voltará para vê-lo novamente.

– The Kooks, Circo Voador, 10/05/2012

Fazia tempo que eu não ouvia The Kooks. Ainda gosto bastante dos dois primeiros disco da banda de Brighton, mas o mais recente não me fisgou. No entanto, quando o Circo Voador confirmou a vinda da banda para o Rio (uma realização dos próprios fãs, através do Queremos), eu sabia que precisava ir, pelos velhos tempos.

Não me arrependi. Nunca vi o Circo Voador tão cheio, com tanto calor humano! O público era, majoritariamente, de meninas adolescentes (se não na idade, ao menos no comportamento). Prova disso foi que, entre o set principal e o bis, várias delas subiram no palco, driblaram os roadies e entraram para o backstage (momento ‘vergonha alheia’).

Nada disso tirou o bom humor da banda liderada por Luke Pritchard. Contrariando a fama de frieza dos ingleses, Luke estava em êxtase ao ouvir mais de 3 mil pessoas cantando quase que cada palavra que ele dizia. Revezando com desenvoltura entre a guitarra e o violão, ele cantou uma ótima seleção dos hits dos Kooks: She Moves in Her Own Way, Always Where I Need To Be, Ooh La, Tick of Time, Shine On e, como não poderia deixar de ser, canções do último disco – sendo Junk of the Heart e Rosie os pontos altos.

Apesar do público numeroso, não tinha como não pular, já que o setlist priorizou o lado pop do grupo, algo que ganhou força com “Konk” e foi mantido, de certa forma, em “Junk of the Heart”. Os Kooks não são lá grandes instrumentistas, mas nem precisam ser: Pritchard tem uma presença de palco capaz de lembrar, em alguns momentos, o jovem Bob Dylan (do cabelo às roupas, passando pela postura e irreverência) – claro que guardadas as devidas proporções.  O potencial da banda foi provado com uma apresentação redondinha. Só faltou Seaside.

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