Móveis Coloniais de Acaju e Nação Zumbi @ Fundição Progresso

Quem assiste ao DVD “Ao Vivo no Auditório Ibirapuera”, da banda Móveis Coloniais de Acaju, acha que sabe o que é a energia das apresentações dos brasilienses – mas não tem a menor ideia. Só sabe quem faz parte do público das apresentações lotadas do grupo, como foi o caso do show realizado na última sexta-feira (25/11/2011) na Fundição Progresso, na Lapa.

Não havia a menor possibilidade da casa não lotar: além do Móveis, a Nação Zumbi fechava a noite, que faz parte do projeto Rotas Musicais, da Petrobras, que levará o show a outras 11 capitais Brasil afora.

Não teve enrolação. Casa aberta às 22h, lá pelas 23h30 os nove integrantes do Móveis (guitarra, baixo, bateria, saxofones, flauta, trompete e vocal) subiram ao palco ligados na tomada: o vocalista André Gonzáles convidava o público a dançar ao som do ska abrasileirado da banda. E aí foi uma hora e meia de hits e canções todo mundo sabia cantar. A Fundição deve ter balançado no ritmo dos pés que pulavam de um lado para o outro, de cima pra baixo.

“Lista de Casamento”, “Cão-Guia”, “Descomplica”, “Seria o Rolex” e “O Tempo” não poderiam faltar na setlist. Além disso, teve cover, flash ‘móveis’ (com a soltura de balões durante “Aluga-se-vende”) e até participação de um fã na guitarra de “Bem Natural”. Com tanta animação e música boa, o público mal sentiu o tempo passar.

Quando o Nação Zumbi subiu ao palco, o público já estava aquecido (e suado). Não deu noutra: mais pulação. Mas o clima era outro, mais pesado. Para quem foi apenas para curtir a diversão do Móveis (como eu), pode ter ficado perdido nos acordes mais bruscos, jogo de luzes agressivo e nas letras de cunho social.

Aproveitei para tietar os meninos do Móveis, que davam expediente na lojinha – vendendo e conversando com os fãs. Inevitavelmente, comprei o DVD e uma camisa, tirei fotos e aproveitei para pedir um plug ao André para o meu site. Estava com um grupo de amigos, e ainda aproveitamos para curtir a paisagem da varanda da Fundição, que dá direto para os arcos da Lapa. Antes que nos déssemos conta, o show havia terminado e era hora de subir a serra e voltar para Petrópolis. Exaustos, mas felizes.

Prelúdio

Naquela sexta-feira, deu tudo certo. Saímos de Petrópolis, paramos num McDonald’s em Caxias e chegamos à Fundição Progresso no tempo certo de retirar nossos ingressos na bilheteria e atravessar a rua. É que do outro lado, no posto de gasolina na Avenida Mem de Sá, a marca de tequila José Cuervo havia parado um caminhão e dentro do baú tocava ninguém menos que o OK Go. Aquela apresentação relâmpago fazia parte da divulgação da marca, que já havia passado por outras cidades brasileiras e tinha seu terceiro dia no Rio – era o último da miniturnê.

Bem vestidos, os americanos fizeram uma sonzeira de fazer o pequeno (mas ao mesmo tempo expressivo) grupo de pessoas que se amontava à frente do posto dançar. Teve “Here It Goes Again” (sem esteiras), “I Want You So Bad I Can’t Breathe” e “This Too Shall Pass”, com direito a um belo coro da plateia.

A apresentação foi rápida – cinco músicas -, mas muito divertida. O público cantou, dançou e se deliciou com os banhos de espuma que vez ou outra vinham do caminhão/palco. Deixou um delicioso gostinho de quero-um-show-inteiro, seus lindos. Voltem sempre.

Anúncios

Um comentário sobre “Móveis Coloniais de Acaju e Nação Zumbi @ Fundição Progresso

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s