Bibliotecas

Perdi a conta de quantas vezes vi "Matilda". Me identificava muito com a personagem!

Eu amo bibliotecas. O silêncio, o ar cheio de aprendizado e os livros, claro. Eu amo livros. Amo abrir um, qualquer, aleatoriamente, e passar as páginas – livro novo, então, com aquele cheirinho e as páginas quase intocadas…

Adoro aquelas estantes antigas, com as prateleiras até encurvadas com o peso dos tantos exemplares de A Moreninha. Adoro descobrir um livro “novo”, o bate-papo com a bibliotecária e até mesmo o nome do antigo proprietário de um livro doado.

O que eu não gosto é de biblioteca com balcão – daqueles que separam os sócios dos livros. Daqueles que não te permitem sequer se dar o luxo de escolher o que ler. Os mesmos que te impõem a pressão de não adentrar o recinto sem saber título, autor e editora. Se tiver ISBN, melhor ainda.

Eu não gosto da biblioteca que é fria e distante e não estimula a leitura. Em que a simpática bibliotecária foi substituída por computadores ou estagiários do ensino médio que sequer sabem digitar o nome de Shakespeare.

E tenho medo que a biblioteca que a minha geração chegou a conhecer desapareça do mapa, e fiquemos apenas com mouses e teclados e telas e mecanismos de busca. Em nome da praticidade, abolimos alguns dos mais simples prazeres da vida. Tudo isso para ganhar tempo – e desperdiçá-lo no Facebook.

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2 comentários sobre “Bibliotecas

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