O Menino do Pijama Listrado

Admito: quando me dispus a ler “O Menino do Pijama Listrado”, como parte do Desafio Literário 2011, nem imaginava do que o livro tratava. Pessoas que haviam visto o filme me disseram ser uma história muito triste, mas mesmo assim decidi lê-lo, com o argumento de que, se tinha lido “O Meu Pé de Laranja Lima” e sobrevivido (as duas vezes), não teria com o que me preocupar.

De fato, ao chegar às últimas páginas do livro de John Boyne, eu não estava aos prantos. Aliás, sequer chorei em qualquer momento da triste história. Assistindo ao filme, alguns dias depois, as lágrimas também não vieram. Fiquei comovida, sem dúvidas, mas cheguei a me perguntar se seria insensível a uma história tão trágica e claramente triste – a do menininho, filho de um guarda da SS na Alemanha nazista, que faz amizade com um garoto de sua idade, do outro lado da cerca, onde fica Auschwitz, campo de concentração agora comandado por seu pai.

Embora a história da amizade de Bruno e Schmuel não tenha me emocionado a este ponto, não deixo de notar o grande feito de Boyne: escrever sobre o Holocausto de forma leve e quase divertida para o público infanto-juvenil. A inocência com que Bruno, de apenas nove anos, encara a mudança de Berlim para “Haja-Vista” e, posteriormente, descobre os “fazendeiros de pijamas listrados” pela janela de seu quarto, é ideal para levar uma história que, de outra forma, seria impossível de ser contada para crianças.

O extermínio de judeus e outros povos durante a Segunda Guerra Mundial não pode, jamais, deixar de ser contado. É uma parte obscura da História, mas que não pode ser esquecida, para que jamais se repita. O êxito de “O Menino do Pijama Listrado” está em narrar aos mais jovens, mesmo que através de uma história fictícia, o triste momento em que um país se deixou levar pelas ideias de um tirano.

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9 comentários sobre “O Menino do Pijama Listrado

  1. Sandra Oliveira disse:

    Li e assisti O Menino do Pijama Listrado em sequência. Gostei muito mais do livro, que em relação à adaptação cinematográfica, é muito mais detalhado. Me emocionei bastante com ambos, era uma leitura que há muito tempo esperava fazer.

    Acho que o tema tratado com mais leveza, porém sem nunca ocultar a grande tragédia que foi o Holocausto é um ponto mais que relevante nesse livro sensível e envolvente.

    beijos!

  2. Eu quis participar do Desafio literário, achei a ideia ótima, cheguei até a mandar um email pra eles… mas não deu, mais um mês sem ler um livrinho… 😦
    Ainda não li “O menino…”, mas quero ler. Vi uma parte do filme e chorei a BAL-DES rsrs A história é triste, dessas de dar um nó na garganta… Nath, eu acho que foi a sua veia de crítica de cinema que fez você não chorar… rs OU então sou eu mesma que sou muito manteiga derretida! rs
    Quanto ao comentário da Sandra, será que existe algum filme que é melhor do que o livro que o originou? Ainda estou pra conhecer!
    Seu blog, como sempre, muito gostoso de ler. 🙂
    Um super beijo,
    Ana

  3. Eu sempre quis ler esse livro, ouvi falar muito bem dele. não sou de chorar em livros, por mais tristes que sejam, mas acho que no filme eu não vou me aguentar ahahah
    beijos :*

  4. Eu li comecei a ler este livro numa viagemde avião. Foram 3 horas direto de pura fixação.. não conseguia parar de ler.
    Quando o filme foi lançado eu asisti,mas não achei tão bom quanto o livro. Recomento muito este livro!
    Parabéns pelo desafio literário… vou te acompanhar aqui.
    Meu desafio de 2011 é utilizar 365 ofertas de compra coletiva. Espero que possa me acompanhar também.
    Bjs! Carolls

  5. Oi Nath!
    Obrigada por ter passado lá no blog 😉
    Quando li esse livro eu quase chorei, principalmente no final, mas ficou no quase – isso porque eu sou uma manteiga derretida… Nem fiquei tão curiosa pra ver o filme, o livro já foi o suficiente mesmo. E gostei da sua resenha!

    Abraço

  6. Eu sou fã do livro. Do filme não gostei. Eu fiquei realmente impactada com a história, principalmente, com o final a ponto passar dias refletindo sobre ela. Mas cada um recebe a mensagem do livro de maneira diferente mesmo. Ótima resenha!

    Bjs

  7. Depois de ver o filme e ter chorado baldes, não quis nem ler o livro xD

    Já li e vi tanta coisa sobre a 2ª Guerra e mesmo esta sendo uma história fictícia, saber que muitas crianças, adultos e idosos tiveram o mesmo destino é de partir o coração, mas aplaudo o autor por contar um episódio negro da história da humanidade de uma forma bonita e tocante.

    http://boulevardofideas.blogspot.com ;D

  8. Bruno Rodrigues disse:

    Quando li “O menino do pijama listrado” já sabia o final. Não sei se por isso, mas em nenhum momento eu fiquei ‘tocado’ com a história. Embora, admito, seja triste e tudo isso que já disseram nos comentários aí de cima, pra mim faltou algo mais. Não tive vontade de assistir o filme quando foi lançado, até que recentemente navegando com o controle remoto vi que ia passar o filme, e alí, na minha inércia de um domingo a tarde resolvi assistir… Confesso que embora não seja uma das melhores adaptações de roteiro o filme é bom! Talvez depois de tantos anos eu tenha percebido que, afinal, o livro é melhor que parece e a história é realmente incrível… o que leva a crer que a diferença entre achar um livro bom ou ruim é o momento que VOCÊ está vivendo – não é regra, logicamente.

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