A internet destruiu a indústria fonográfica?

Não. Eu diria até que a internet é a maior aliada da indústria fonográfica. Só na web há a liberdade de exibição, o poder se mostrar sem jabá. Nem todo bom artista consegue viver de música, e a rede tem ajudado muitos deles a ganhar notoriedade. É por isso que há bandas e cantores diversos que disponibilizam seu trabalho para download gratuito.

É estupidez? Rick Bonadio diria que sim. Aliás, ele disse, ontem, via Twitter. Isto foi o que ele teve a dizer sobre o assunto:

1. Quem dá música de graça na internet é estúpido e não valoriza seu trabalho ou não tem outras opções, daí vem levantar bandeira furada.
2. O teatro Mágico. Não tenho nada contra acho a idéia muito boa e apenas tenho certeza de q não representa a realidade das bandas novas!
3. Debate eu sempre estou disposto somente com gente qualificada como @Leoni_a_jato , ontem falamos e meus argumentos estão aqui postados.
4. A música seja qual for é arte e cultura, quem baixa músicas sem autorização sabe q está lesando o artista.
5. A falta de retorno p os artistas nacionais (grandes, consagrados, antigos e novos) está tirando o investimento em novos artistas.

(via Território da Música)

Foi o suficiente para que Fernando Anitelli, líder da trupe do Teatro Mágico, se manifestasse sobre o assunto. O músico defendeu que o TM está aí para provar que a música independente é possível, e que quem baixa mp3 não precisa ser visto como espertalhão ou criminoso. Leoni, inclusive, está do lado de Anitelli nesse quesito, e acrescentou: não dá pra cobrar por algo que existe por aí aos montes.

Não dá para negar que Bonadio conhece bem a indústria – sem ele, o que seria do rock brasileiro? (Insira comentário sarcástico aqui) Já a turma de Fernando Anitelli leva, já há algum tempo, poesia, circo e cancioneiro popular a um público que aprendeu a respeitá-los. É um projeto que se mantém, muito bem obrigada, principalmente com as apresentações ao vivo e venda de camisetas, CDs, DVDs e adesivos disponíveis na lojinha que montam em cada show.

Ambas as partes defendem pontos interessantes. O tema é polêmico, mas não dá para não tomar o lado dos artistas independentes. Parece suspeito vindo de uma baixadora convicta de CDs inteiros, mas eu acredito que a música independente abre espaço para inovação. Cabe ao artista tomar as rédeas do processo criativo (o que nem sempre acontece nas grandes gravadoras) e, caso haja lucros, são seus. Nada me parece mais justo. Todo artista tem direito de cobrar por seu trabalho, mas não é isso que se faz nos shows? Porém a realidade hoje é que vivemos em rede e compartilhamos tweets, atualizações e arquivos. Será que, a essa altura do campeonato, dá para segurar o download ilegal? Até que alguma solução que beneficie tanto os artistas quanto o público, é provável que não.

Só que essa discussão não é necessariamente recente – e nem para por aqui. Meio que como os próprios downloads.

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2 comentários sobre “A internet destruiu a indústria fonográfica?

  1. Discussão eterna essa. O fato é que compartilhar coisas, principalmente música, filmes e afins é algo que se tornou corriqueiro. É fato. A internet, na maior parte das vezes, é território de ninguém. Faz-se absolutamente quase tudo, então… resta conviver com essa realidade.

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